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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Dia do Folclore

       No dia 22 de agosto é comemorado o Dia Nacional do Folclore. Nessa data, em 1846, o arqueólogo inglês William John Thoms publicou um artigo no jornal londrino “O Ateneu”, falando das tradições e lendas de seu país. Foi a primeira vez que se utilizou a palavra folclore. Inspirado neste fato, o Congresso Brasileiro, em 1965, decretou o dia em que o folclore brasileiro seria comemorado.

       Folclore é sinônimo de cultura popular. É a expressão de modos de agir, pensar e sentir de um povo. Nosso país, rico em suas diferenças, é também rico em folclore. Afinal, quando falamos de “cultura popular”, na verdade falamos de muitas e diversas culturas populares. O folclore brasileiro, portanto, é o conjunto das tradições culturais dos conhecimentos, crenças, costumes, danças, canções e lendas dos brasileiros de norte a sul. Formada pela mistura de elementos indígenas, portugueses e africanos, a cultura popular brasileira é riquíssima.

       Um dos aspectos mais interessantes do folclore brasileiro são os seres sobrenaturais que povoam as lendas e as superstições da gente mais simples. O mais popular é o Saci, um negrinho de uma perna só, que usa um gorro vermelho, fuma cachimbo e adora travessuras, como apagar lampiões e fogueiras ou dar nó nas crinas dos cavalos. Mas há vários outros seres fantásticos em nosso folclore: o Curupira, um anão de cabelos vermelhos, que tem os pés ao contrário; a Mula-sem-cabeça, que solta fogo pelas narinas; a Boiúna, cobra gigantesca cujos olhos brilham como tochas; e o Lobisomem, o sétimo filho homem de um casal, que vira lobo nas sextas-feiras de lua cheia, entre outros. Pode-se conhecer histórias das muitas criaturas fantásticas em obras do folclorista Luís da Câmara Cascudo ou em livros de autores como Monteiro Lobato.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Semana Mundial da Amamentação





A Semana Mundial da Amamentação - 1 a 7 de agosto - é comemorada em mais de 150 países. O objetivo é promover e reafirmar a amamentação como alimento exclusivo para a criança nos primeiros seis meses de vida. A amamentação é a melhor maneira de proporcionar o alimento ideal para o crescimento saudável e o desenvolvimento dos recém-nascidos.

Com o tema "Aleitamento materno: nutre e protege", o Jornal da Pastoral da Criança publica na edição do mês de agosto várias matérias sobre a importância e vantagens da amamentação. Confira o artigo assinado por Clóvis Boufleur, gestor de relações institucionais:

O líder deve sempre reforçar as vantagens que o leite materno traz para a criança
Caros líderes: é neste mês, na semana de 1 a 7 de agosto, que se comemora a Semana Mundial de Aleitamento Materno em mais de 150 países. O objetivo da comemoração é promover e reafirmar a amamentação como alimento exclusivo para a criança nos primeiros seis meses de vida. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação é a melhor maneira de proporcionar o alimento ideal para o crescimento saudável e o desenvolvimento dos recém-nascidos.
A par das campanhas realizadas durante o ano, o incentivo à amamentação é uma ação permanente na Pastoral da Criança. Gestantes e mães são sempre orientadas e motivadas para amamentar seus bebês até os dois anos ou mais. Assim como o Guia do Líder, livro de referência para todos os trabalhos da Pastoral da Criança, o conjunto de cartelas "Laços de Amor" é importante instrumento que auxilia a atividade do líder no acompanhamento das gestantes.
É importante que as gestantes sejam orientadas sobre a amamentação, antes mesmo do nascimento da criança. E ainda durante a gestação iniciar o preparo das mamas para alimentar o bebê. Com isso, ela estará mais confiante e segura para amamentar seu bebê quando ele nascer. O líder deve sempre reforçar as vantagens que o aleitamento materno traz para a criança, para a mãe e para a família em geral. A amamentação ajuda a estabelecer a ligação, a relação de afeto entre a mãe e o bebê.
O leite materno é o alimento natural para os bebês. Ele fornece toda a energia e os nutrientes que o recém-nascido precisa nos primeiros meses de vida. A amamentação exclusiva reduz a mortalidade infantil ao proteger contra diarreia ou pneumonia, doenças muito comuns na infância. Estudos apontam que amamentar também pode reduzir o risco da mulher desenvolver câncer de mama e de ovário, entre outras doenças.
Estudos recentes mostram outros benefícios para a amamentação. Pesquisa que acompanhou crianças do nascimento aos 14 anos concluiu que aquelas que mamaram no peito tinham menos pressão alta, menos diabetes e menos obesidade. E o mais interessante é que, quanto mais tempo de aleitamento materno, menos doenças apresentavam as crianças.
Após os seis meses de amamentação exclusiva, é necessário iniciar a introdução de sucos, papinhas e outros alimentos. Nesse momento é importante verificar se a criança apresenta restrição à ingestão de algum tipo de alimento. Diarreias crônicas, prisão de ventre e pouco ganho de peso podem ser sintomas da doença celíaca, por exemplo, que é a intolerância ao glúten, uma proteína presente no trigo, centeio, cevada, aveia e malte. Os serviços de saúde devem estar preparados para fazer o diagnóstico precoce de doenças relacionadas com a restrição alimentar.


Clóvis Boufleur
Gestor de Relações Institucionais

           
Este trabalho da Pastoral da Criança foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição – Não Comercial 3.0 Não Adaptada.


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Doença Reumática




Doenças Reumáticas são enfermidades que acometem o aparelho locomotor, ou seja, ossos, articulações ("juntas"), cartilagens, músculos, tendões e ligamentos. Além disso, essas doenças também podem comprometer diversos órgãos do corpo humano, como rins, coração, pulmões, intestinos e até a pele. Existem mais de uma centena delas. As mais comuns são a artrite reumatoide, a osteoartrose, a fibromialgia, tendinites, bursite, gota, febre reumática, osteoporose e outras patologias que acometem a coluna vertebral. Vale salientar que as doenças reumáticas podem atingir pessoas de qualquer idade.
As doenças reumáticas, popularmente conhecidas como “reumatismo”, ao contrário do que muita gente pensa, podem atingir qualquer pessoa, independente da profissão, da idade, do sexo, da cor ou da classe social, e ser causadas ou agravadas por fatores genéticos, traumatismos, trabalho desgastante, obesidade, sedentarismo, estresse, ansiedade, depressão e alterações climáticas. Segundo estatísticas, 15 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de reumatismo, a principal causa de afastamento do trabalho.
Esse grupo de doenças não é transmissível, não é contagioso, não tem cura, mas tem tratamento. Se a doença for descoberta no início e tratada de maneira adequada, o paciente pode levar uma vida normal e sem dores, minimizando o risco de incapacidade física. Por isso, ao perceber dor nas articulações, principalmente por mais de seis semanas, acompanhada de inchaço, calor ou dificuldade para movimentar as juntas, sobretudo pela manhã, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.
O cuidado e o manejo das doenças reumáticas incluem terapias diversas, com a utilização de práticas integrativas e complementares (exercícios, terapia física, entre outros), além de tratamento farmacológico (com o uso de medicamentos). Por isso é fundamental a combinação da ação da atenção básica com outros especialistas da Rede SUS.


Fonte: Ministério da Saúde
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=38307&janela=1