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Appai e Morhan: juntos para eliminar a hanseníase


No último domingo do mês de janeiro comemora-se o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O objetivo é conscientizar a população e reafirmar o compromisso de luta contra a doença. Atualmente, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de prevalência da hanseníase, e ainda registra cerca de 30 mil novos diagnósticos por ano, sendo o segundo em número absoluto de casos no mundo.


E você, sabe identificar os sintomas da hanseníase? A doença infecciosa é contagiosa e causa manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas na pele com diminuição da sensibilidade ao calor, frio, dor ou toque. Também pode ocorrer sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades, surgimento de caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força muscular, quando a pessoa, por exemplo, pode ter dificuldade para segurar objetos. Causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, a hanseníase não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa infectada.

A hanseníase tem cura. O tratamento é feito nos serviços de saúde, é gratuito e, quando iniciado, a pessoa para de transmitir a doença quase que imediatamente. Quanto antes houver o diagnóstico, mais rápida e fácil também pode ser a cura. A terapia é por via oral, pela poliquimioterapia (PQT), uma associação de medicamentos que evita a resistência do bacilo e deve ser administrada por seis meses ou um ano a depender do caso. Os pacientes deverão ser submetidos, além do exame dermatológico, a uma avaliação neurológica simplificada. Vale lembrar que todas as pessoas que convivem ou conviveram com quem recebeu o diagnóstico de hanseníase devem ser examinadas nos serviços de saúde.

Uma entidade, sem fins lucrativos, extremamente importante nessa área é o Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase), fundado em 6 de junho de 1981. Suas atividades são voltadas para a eliminação da doença, através do trabalho de conscientização e foco na construção de políticas públicas eficazes para a população.

Parceira do Morhan, a Appai, através do Programa de Projetos e Ações Sociais (PPAS), também faz a sua parte no combate à hanseníase. De forma lúdica e interativa os atores do Teatro Bacurau/Morhan levam informação às crianças de escolas de diversos municípios do estado do Rio de Janeiro e da capital, e também em praças públicas e organizações sociais. O projeto conta com o apoio da Appai, que faz o acompanhamento das atividades realizadas nas escolas e instituições. A coordenadora do Projeto Teatro Bacurau, Brenda Menezes, relata que o grupo realiza, em média, 50 apresentações por mês. 


Durante as atividades, o grupo realiza números teatrais e palestras para esclarecer dúvidas dos participantes. Quem quiser conhecer ou levar o grupo de teatro para sua escola, basta entrar em contato através do site: morhan@morhan.org.br ou pelo telefone 0800 026 2001.


Fonte: Ministério da Saúde

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