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A sua próxima corrida será na Praia da Bica. Você conhece?

Localizada no Jardim Guanabara, a Praia da Bica era um daqueles pontos cariocas que costumavam reunir os moradores não só da Ilha do Governador, mas também das regiões vizinhas, como a Baixada Fluminense. Mas o aumento da poluição da sua água e sua areia começou a afastar as pessoas em meados dos anos 90.

Hoje, felizmente, a realidade está mudando. Após a parceria entre a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado, foi iniciado um grande trabalho de despoluição, que gerou uma considerável melhora na qualidade da água. Com isso, o antigo ponto de encontro está voltando a ganhar força. Antes dominada por lixo e línguas negras, o cenário do local agora já atrai esportistas, banhistas e animais aquáticos.


Mas por que o nome “Praia da Bica”? A história conta que a praia recebeu esse nome por causa de um chafariz colonial instalado numa pequena elevação que costumava servir de banho ao jovem príncipe D. Pedro, mais tarde D. Pedro I (1822-1831). Então, de carona com a história, esperamos que essa seja uma inspiração para que venham ainda muitos e muitos banhos dos moradores da Ilha do Governador e região. Até porque a expectativa é que, até dezembro deste ano, as obras de recuperação para eliminar o despejo de esgoto in natura na praia sejam finalizadas.


A história da Ilha

Descoberta em 1502 por navegadores portugueses, os Temiminós foram os seus primeiros habitantes. Chamavam-na de Ilha de Paranapuã, sendo também chamada de Ilha dos Maracajás (espécie de grandes felinos, então abundantes na região), pelos Tamoios, inimigos dos Temiminó.

Terra natal de Araribóia, foi abandonada pelos Temiminós em consequência dos ataques de inimigos Tamoios e traficantes franceses de pau-brasil, os quais foram definitivamente expulsos em 1567, pelos portugueses. O atual nome, Ilha do Governador, surgiu somente a partir do dia 5 de setembro de 1567, quando o Governador Geral do então Estado do Brasil (e interino da Capitania do Rio de Janeiro) Mem de Sá doou ao seu sobrinho, Salvador Correia de Sá (o Velho), Governador e Capitão-general da Capitania Real do Rio de Janeiro de 1568 a 1572), mais da metade do seu território. Correia de Sá, futuro governador da capitania, transformou-se em um latifúndio produtor de cana-de-açúcar, onde um engenho produzia açúcar, exportado para a Europa nos séculos XVI, XVII e XVIII.

No século XIX, o Príncipe-Regente D. João utilizou o seu espaço como coutada para a caça. Segundo a tradição, conta-se que a Praia da Bica recebeu este nome por uma fonte que costumava servir de banho ao jovem príncipe D. Pedro, mais tarde D. Pedro I (1822-1831). O desenvolvimento da Ilha do Governador, entretanto, só ocorreu a partir da ligação regular da ilha com o continente, efetuada por barcas a vapor com atracadouro na Freguesia desde 1838. Mais tarde, outros atracadouros foram construídos no Galeão e na Ribeira, integrando a área à economia do café e à atividade industrial (produção de cerâmica).

No início do século XX, os bondes chegaram à Ilha, efetuando a ligação interna de Cocotá à Ribeira (1922), percurso estendido posteriormente até ao Bananal e a outros pontos. Também é neste século que se instalam as unidades militares: a Base Aérea do Galeão, os quartéis dos Fuzileiros Navais e a Estação de Rádio da Marinha, época em que o bairro se constituía num balneário para a classe média da cidade do Rio de Janeiro.

Em 23 de julho de 1981, através do Decreto nº 3.157, do então prefeito Júlio Coutinho, ao tempo do Governador Chagas Freitas, o bairro da Ilha do Governador foi oficialmente extinto e transformado nos seus atuais quatorze bairros oficiais.


Corrida Soul Carioca
No próximo dia 20 de março, o circuito de Corridas que tem a alma carioca proporcionará ao participante um evento com estas paisagens de tirar o fôlego. A segunda etapa da Soul Carioca será realizada pela primeira vez na Ilha do Governador, na Praia da Bica. As inscrições já estão abertas e você pode garantir a sua vaga no Portal do Associado.

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