Pular para o conteúdo principal

De engenheiro da Petrobras a Secretário de Educação: Perfil de Wagner Victer






















Se na esfera Federal as expectativas são grandes em relação ao novo ministro Mendonça Filho e a incorporação do ministério da Cultura ao da Educação, no âmbito estadual a situação não é diferente em relação ao novo secretário de Educação, que assume a pasta num momento delicado para o país e especificamente para o Rio de Janeiro. Wagner Victer toma posse em meio a uma declarada crise econômica fluminense, a uma greve que se arrasta desde março, da antecipação das férias para maio e em plena ebulição do movimento de ocupação de escolas por estudantes, que já chegou a adesão em cerca de 70 colégios.

Situação atual da Secretaria de Educação

Além disso, trata-se da primeira substituição na máquina pública feita pelo governador em exercício, Francisco Dornelles, desde que assumiu em março, após renovadas licenças médicas de Luiz Fernando Pezão para tratamento de saúde. Engenheiro por formação, Victer agora tem a responsabilidade de gerir uma das mais controversas pastas da máquina pública fluminense.

Embora não tenha formação na área de ensino, vem com a missão de apaziguar o setor após a exoneração do professor Antônio Paiva Neto, na função desde 1º de janeiro de 2014. Ele segue na mesma esteira do economista Wilson Risolia, que também não era um funcionário de carreira do setor de ensino, mas que assumiu a Educação em circunstâncias parecidas, transferido pelo Governador Sérgio Cabral da gestão do Rio Previdência.

Na verdade, Victer não é totalmente um estranho no ninho. Isso porque estava à frente, desde 2014, a convite do Governador Pezão, da Faetec – que administra os colégios técnicos, que estranhamente não estão sob a administração da Educação, mas vinculados à Secretaria de Ciências e Tecnologia.

Recorde em permanência no Governo

Em termos de permanência, o novo secretário é um dos mais antigos ocupantes de cargos públicos no estado. Está presente no alto escalão desde 1998 perpetuando-se nesta esfera pública apesar das diferenças partidárias e ideológicas dos governadores que passaram pelo Palácio Guanabara. Estreou como secretário de Minas e Energia de Anthony Garotinho e Rosinha Matheus. Mesmo com a troca de governo, permaneceu nas duas gestões de Sérgio Cabral como presidente da Cedae e emendando na Faetec com a entrada de Pezão.

Tricolor de Coração


Formado em Engenharia pela UFRJ, Wagner Granja Victer, de 53 anos, começou a carreira profissional como funcionário da Light e do Grupo Gerdau. Concursado da Petrobras, está licenciado da estatal federal desde que passou a integrar o governo do Rio. Apaixonado por futebol e torcedor veemente do Fluminense, nunca escondeu que um de seus sonhos é assumir a presidência do tricolor carioca.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Passo a passo para utilizar o Benefício Boa Viagem

Olá, associado! Ainda tem dúvidas em relação ao Benefício Boa Viagem? No post de hoje vamos esclarecer essas questões e ainda mostrar o passo a passo de como utilizar este benefício.
1 – Leia o Regulamento O primeiro passo é ler o regulamento e ficar atento às regras, cláusulas e condições do benefício. O regulamento está disponível em: http://www.appai.org.br/beneficio-boa-viagem.aspx
Site da Appai → Benefício Boa Viagem → Regulamento

2 – Pousadas Conveniadas O associado e beneficiário, regulares na Appai, deverão verificar os hotéis e pousadas no Guia do Associado ou em nosso site e fazer a sua escolha. São diversas opções de roteiros, que vão desde a calmaria da região serrana até as mais belas praias do Estado do Rio de Janeiro.
Site da Appai → Benefício Boa Viagem → Destinos e Pousadas

3 – Reservas Depois de escolher o destino e a pousada de sua preferência, o associado e/ou beneficiário deverão entrar em contato diretamente com o estabelecimento conveniado para fazer a reserva de estad…

A fotografia e o poder da imagem no mundo moderno

Da pintura como única forma de reproduzir o que os olhos presenciavam até as modernas maneiras de registrar a realidade, a fotografia descreveu uma trajetória cercada de muitas discussões a respeito do lugar que essa atividade deveria desempenhar no cotidiano das pessoas e no engrandecimento da cultura. O inventor francês Louis Daguerre foi o primeiro a criar algo que sugerisse a substituição dos artistas como forma de reproduzir visualmente a realidade. Em 1839 é anunciado o daguerreótipo, o primeiro ancestral das máquinas fotográficas. Na verdade muitos pesquisadores autônomos já haviam trabalhado e obtido alguns êxitos em desenvolver maneiras de reproduzir a imagem.
O mérito de Daguerre foi desenvolver uma máquina que dava início ao que iria se transformar numa das características que mais colaborariam para a popularização do ato de retratar: a possibilidade de cada pessoa poder utilizar sua própria câmera e produzir suas imagens, em substituição à habilidade individual de artistas …

Prestigiar o professor é o grande barato desta bienal

Conheça o trabalho de professores como você, participando das nossas tardes de autógrafo. Serão mais de 30 autores de diversos gêneros, como o colunista do blog da Appai e revisor da Revista Appai Educar, Sandro Gomes.

As três edições do Altos Papos já estão com inscrições abertas na página da Educação Continuada no Portal do Associado. Leia atentamente as condições de horário e transporte antes de confirmar sua presença.
Aproveite a visita e “seja capa” da Revista Appai Educar. Marque suas fotos com #SouAppai e apareça em nosso Facebook.
E ainda divirta-se em nosso espaço interativo e conheça um pouco mais sobre a appai.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA


A construção da imagem de Tiradentes

Uma abordagem básica possivelmente revelará que Tiradentes é o herói preferido dos brasileiros, ficando à frente de nomes de grande apelo popular, como o líder Zumbi dos Palmares ou o arrojado D. Pedro I. Apesar de a história popularmente divulgada do Mártir da Inconfidência estar repleta de elementos de valor universal, como os ideais de liberdade e justiça, o fato é que a boa imagem do inconfidente é fruto da tentativa de acomodar esse momento da história aos objetivos de quem esteve nas proximidades do poder.
Foi na República que a imagem de Tiradentes começa a ser trabalhada de forma consciente e intencional. O movimento militar, de base positivista, que derrubou a Monarquia tinha em mente o objetivo bem explícito de atuar no imaginário da população, reduzindo a influência que o sistema colonial imprimira ao longo de mais de três séculos. Tiradentes era alferes, lutava pela instalação de um regime republicano e único condenado à morte na conspiração. Elementos, portanto, bastante i…

Para além do “terra à vista”

A “certidão de nascimento do Brasil”. É como um certo senso comum habituou-se a classificar a carta escrita pelo escrivão da expedição comandada por Pedro Álvares Cabral, que contém os primeiros e mais significativos relatos sobre a terra e seus moradores. A fama e a importância historiográfica que acabou sendo atribuída a esse documento acabariam por ocultar o fato de que uma série de outros registros igualmente importantes e informativos foi produzida nos anos próximos a 1500, data em que se deu o “achamento” das terras. Alguns desses textos revelam pontos relevantes, que têm ajudado a compor o quadro tanto quanto possível real do singular encontro entre contextos tão diferentes.
Há inclusive registro de um documento anterior à própria partida das naus cabralinas, um relatório redigido por Vasco da Gama, que deixa clara uma anterior experiência do pioneiro navegante pelas águas que seriam singradas pelas frotas de Cabral. Um detalhe importante vem à tona nesse escrito. Em meio a inst…