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Professores podem usar a sala de aula para ajudar no combate ao Aedes aegypti

Alunas da Escola Maestro Pixinguinha que participaram do projeto de combate ao mosquito Aedes aegypti

A preocupação com a crescente epidemia de zika chegou também a diferentes escolas de todo o país. Na tentativa de incentivar o combate ao mosquito Aedes aegypti, também responsável pela transmissão de doenças como a dengue e a chikungunya, muitas instituições estão organizando debates e atividades com os alunos.

De vídeos animados a projetos que envolvem a comunidade, existem diversos meios de abordar o tema de uma maneira engajada. A Escola Maestro Pixinguinha, em Vila Kosmos, por exemplo, uniu-se ao esforço nacional de combate ao mosquito, contando com a participação dos professores, das turmas do Fundamental I, de alunos do Grêmio Estudantil, pais e funcionários da escola.

Para o diretor e professor José Roberto da Silva, é importante conquistar o envolvimento do aluno, com atividades pedagógicas que sejam lúdicas e, assim, despertar o seu interesse e o engajamento nesse processo. “Entendemos que a prevenção depende de informação e de ações efetivamente educativas. Em todos os momentos, o destaque maior é dado para a gravidade das doenças e aos cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito. O nosso objetivo é estimular a criança a ser um agente transformador, fazendo da escola, da casa deles e de toda a comunidade um território livre do mosquito. Ela percebe que não apenas a escola, mas toda a sociedade, está preocupada”, justifica.

Na edição 99 da Revista Appai Educar, você pode conferir todas as estratégias desenvolvidas pela escola e, ainda, dicas de como montar uma atividade escolar acerca desse tema. Além disso, você também vai conhecer a história da diretora que desenvolveu um método surpreendente em uma escola em Olinda, Pernambuco. Não deixe de conferir!

Para ajudar os educadores que pretendem desenvolver atividades sobre o combate ao mosquito e doenças relacionadas, o portal Porvir também reuniu algumas estratégias que podem ser aplicadas na sala de aula. Confira:

Minecraft e o combate ao mosquito
Que tal aproveitar o interesse dos alunos pelo universo dos games? Recorrendo ao cenário de Minecraft, o youtuber Marco Túlio, do canal AuthenticGames, criou um vídeo que traz orientações para combater o Aedes Aegypti. A história mostra vários moradores de uma casa que apresentam sintomas de dengue, como febre e dores de cabeça. Ao perceber o problema, alguns personagens começam a percorrer a vizinhança em busca de possíveis focos do mosquito. Além de exibir o vídeo, os professores também podem se inspirar no game e propor uma atividade para os alunos utilizarem os blocos virtuais do Minecraft na construção de cenários e histórias que tratam do tema.

Agente de saúde no combate ao mosquito
O game Agente Aedes também ajuda a atrair a atenção dos alunos para o combate ao mosquito. Desenvolvido pelo LabTime, o Laboratório de Mídias Educacionais e Tecnologia da Informação da Universidade Federal de Goiás, o jogo, on-line e gratuito, é inspirado no clássico Pac-man, onde o agente de saúde da cidade deve eliminar os focos do mosquito e evitar uma epidemia. Segundo Igor Avelar, que participou do desenvolvimento como designer do jogo, o objetivo é chamar as crianças a participar da força-tarefa contra os focos do mosquito. “Nós já levamos o jogo a duas escolas de Goiânia. Os alunos disseram que já realizam algum tipo de prevenção em casa, mas que é difícil fazer com frequência”. Segundo o designer, por ser um jogo de ação, no qual você pratica a mesma tarefa – no caso, destruir os focos do Aedes – de forma repetida, o aluno fica condicionado a evitar novos berçários das larvas. “O jogador tem que destruir o mesmo foco várias vezes; não aparece só um pneu, mas uma jarrinha de planta, uma latinha, e ele tem que destruir todas essas coisas durante o jogo inteiro”.

Desenho animado do Chaves
Ainda na caçada ao Aedes, um desenho animado produzido pela Fundação Chespirito IAP convoca toda a turma do Chaves para fazer a limpeza da vila e eliminar possíveis focos do mosquito. Entre uma cena e outra, além de apresentar medidas preventivas de forma lúdica, também aparecem referências clássicas da série mexicana, como as atrapalhadas do Chaves e os diálogos entre os personagens Dona Florinda e Professor Girafales.

Podcasts sobre zika vírus
Os podcasts também podem ser um recurso educacional interessante. Com a participação de pesquisadores e médicos, o programa Nerdcast, do blog Jovem Nerd, usa uma linguagem jovem e um pouco de humor para discutir sobre o zika vírus. Outra opção é o podcast Mamilos, do Brainstorm9, que esclarece boatos sobre adoença,o impacto de uma epidemia no país e possíveis relações com casosde microcefalia. Após ouvir as gravações, os professores também podem sugerir que os alunos gravem os seus próprios podcasts sobre o assunto.

Quadrinhos do Menino Maluquinho
Para os professores que desejam trabalhar diferentes linguagens, as histórias em quadrinhos também podem ser uma opção que ajuda a abordar o tema. Em duas edições (primeira e segunda), o Menino Maluquinho, famoso personagem do cartunista Ziraldo, convoca sua turma para combater o mosquito Aedes aegypti.

Outros boatos desmentidos pela Fiocruz
Na tentativa de também desmentir assuntos relacionados ao vírus zika e os casos de microcefalia, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) produziu um vídeo que traz informações sobre o tema. Entre os boatos apresentados, a gravação diz que não existem evidências científicas de que há diferença de gravidade entre crianças, adultos e idosos, mas a infecção pode ser mais séria para gestantes.

Fonte: Porvir / Foto: Tony Carvalho

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