Pular para o conteúdo principal

Quem é o NATIVO DIGITAL que o PROFESSOR vai encontrar na escola?


.Os professores que atuam, hoje, conhecem bem as características dos alunos com quem vão topar nas escolas?

Para que você possa compreender e mergulhar nesse texto conosco, descubra antes a qual geração você pertence, analisando os dados abaixo:

Geração dos Baby Boomers (nascidos no período do pós-guerra, entre 1946 e 1960)
Geração X (nascidos entre 1960 e 1980)
Geração Y (nascidos entre 1980 e 1995)
Geração Z (nascidos depois de 1995)

Agora que você já se localizou, vamos avançar compreendendo quais gerações fazem parte do grupo chamado “NATIVO DIGITAL”.

Da geração “Y” para frente é que a tecnologia digital foi se tornando presente por meio de videogames, Internet, telefone, celular, MP3, iPod. Portanto, é a partir dessa geração que a classificação “Nativo Digital” passou a existir.

Conheça o conceito de Nativo Digital (ND), formulado pelo próprio autor da expressão, Mark Prensky (2001), especialista em Tecnologia e Educação, pela Harvard School:

“Nativos digitais são aqueles que cresceram cercados por tecnologias digitais. Para eles, a tecnologia analógica do século XX – como câmeras de vídeo, telefones com fio, informação não conectada (livros, por exemplo), internet discada – é velha. Os nativos digitais cresceram com a tecnologia digital e usaram isso brincando, por isso não têm medo dela, a veem como uma aliada”.

A geração dos ND tem uma forma diferente de pensar, de aprender, não diferenciando o on-line do off-line. Essa forma se distancia muito da maneira de proceder dos chamados IMIGRANTES DIGITAIS, que são aquelas pessoas que chegaram mais tarde à tecnologia digital e, por isso mesmo, têm uma menor facilidade para abandonar antigos métodos, mostram medo do novo, preferindo ficar com o que já conhecem. 

Mark Prensky menciona como exemplo da utilização de métodos antigos dos imigrantes digitais: “Imprimir e-mails e não usar a internet como primeira fonte de informação”, sendo essa distinção de caráter mais cultural e atitudinal. Em geral, são aqueles nascidos de 1946 a 1980, gerações que não cresceram imersas num mundo conectado e tecnológico. Dessa forma, é muito natural que não tenham a mesma facilidade (com as tecnologias digitais) encontrada nas gerações Y e Z.

Agora, uma questão nasce: como professores e alunos, de diferentes gerações, vão interagir já que a aprendizagem dos ND está mergulhada até a cabeça nas tecnologias digitais? É preciso que o professor pense sobre isso, pois temos em nossas escolas, hoje, os aprendizes do novo milênio, que pensam e aprendem de forma diferente das gerações analógicas.

E, pensando no tema, separamos dicas práticas aos professores de como se adaptar à ERA DIGITAL:

  1. Abandone as expressões saudosistas do tipo: “No meu tempo, o aluno ficava em silêncio e só ao final de toda a explicação é que fazia uma pergunta”. A verdade é que os tempos são outros, a conexão digital traz respostas imediatas às dúvidas, por isso o papel do professor também é outro. Ele não tem que ter todas as respostas, ele é, hoje, um “orientador” nesse processo fantástico que se chama aprendizagem.
  2. Procure conhecer as diferentes tecnologias digitais que estão a sua disposição, quer sejam materiais de aprendizagem, softwares para planejamento de aulas ou Recursos Educacionais Abertos. Entenda a dinâmica de um videogame, sim, jogue com o filho ou neto e aprenda a ver as possibilidades dentro do que encanta os indivíduos Y e Z. As gerações dos Baby e dos X precisam compreender que são imigrantes digitais e precisam fazer o seu “puxadinho” para a tecnologia.
  3. Muito importante que você tenha humildade e deixe que essa geração lhe apresente o que houver de novo em tecnologias, que lhe mostre como pensa, o que sente e como age. O comportamento de escuta, humildade e compreensão só vai aproximar as gerações e promover crescimento e desenvolvimento num clima amistoso, como deve ser o da aprendizagem.
  4. Cabe, também, ao professor buscar novas práticas de ensino, novos encaminhamentos que aproximem o aluno da escola, lembrando que a educação deve estar voltada para o tempo em que eles (alunos) vivem, a ERA DIGITAL.

No próximo texto da coluna, mais dicas práticas para o professor. Até lá!

Comentários

  1. Sou da geração x e mesmo trabalhando com tecnologia, não a sinto como uma extensão de mim...O texto é bastante coerente.

    ResponderExcluir
  2. Obrigada por participar.Terça que vem tem mais...

    ResponderExcluir
  3. Tbem gostei, sou da geração X, precisamos sempre estar atualizados e abertos a novas mudanças.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eliana, sempre bom ter a sua participação pela mente aberta que tens!

      Excluir
  4. Mais uma semana e seus textos deixam minha mente elétrica...kkk!! Eu sou da geração Y, mas vejo minhas filhas da Geração Z, amam a tecnologia. Como diz, já faz parte do mundo deles. Tão normal essa interação. E realmente precisamos ser humildes e pedir ajuda. Hoje escuto mil expressões que estou totalmente leiga, e preciso me atualizar nesse novo contexto. Sucesso Andrea .

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fernanda, bom demais ter você compartilhando as suas ideias e observações.Admiro-a, muito!

      Excluir
    2. Fernanda, bom demais ter você compartilhando as suas ideias e observações.Admiro-a, muito!

      Excluir
  5. Muito boas as dicas. Sendo parte da geração Y me sentia muito desconectada dos professores de outras gerações na sala de aula... Quando não há relação com o que nos é familiar perdemos o interesse.
    Não podemos parar no tempo, hoje tenho sobrinhos da geração Z e estou sempre aprendendo com eles.

    ResponderExcluir
  6. Muito boas as dicas. Sendo parte da geração Y me sentia muito desconectada dos professores de outras gerações na sala de aula... Quando não há relação com o que nos é familiar perdemos o interesse.
    Não podemos parar no tempo, hoje tenho sobrinhos da geração Z e estou sempre aprendendo com eles.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Renata Bedmar, que satisfação receber a sua participação nessa coluna. Designer gráfico ímpar, você acrescenta muito por onde passa. Essa coluna está aberta pra você! Obrigada.

      Excluir
  7. Muito bom este texto. Parabéns. Eu sou da geração que usava papel e lápis.
    Se um professor não utilizar os recursos da tecnologia estará inadequado

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade, Marcos, falou tudo! Obrigada por participar.

      Excluir
  8. Andréa excelente texto! Precisamos abandonar correndo as antigas práticas para atualizarmos nossas estratégias! O tempo voa e traz novas formas de aprender e ensinar! Amei as dicas dadas aos professores! Você como sempre, trazendo reflexões imprescindíveis àqueles que lidam com a aprendizagem! Parabéns!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Querida Katia, obrigada por participar, é sempre um prazer.

      Excluir

Postar um comentário

Deixe seu comentário aqui.

Postagens mais visitadas deste blog

Passo a passo para utilizar o Benefício Boa Viagem

Olá, associado! Ainda tem dúvidas em relação ao Benefício Boa Viagem? No post de hoje vamos esclarecer essas questões e ainda mostrar o passo a passo de como utilizar este benefício.
1 – Leia o Regulamento O primeiro passo é ler o regulamento e ficar atento às regras, cláusulas e condições do benefício. O regulamento está disponível em: http://www.appai.org.br/beneficio-boa-viagem.aspx
Site da Appai → Benefício Boa Viagem → Regulamento

2 – Pousadas Conveniadas O associado e beneficiário, regulares na Appai, deverão verificar os hotéis e pousadas no Guia do Associado ou em nosso site e fazer a sua escolha. São diversas opções de roteiros, que vão desde a calmaria da região serrana até as mais belas praias do Estado do Rio de Janeiro.
Site da Appai → Benefício Boa Viagem → Destinos e Pousadas

3 – Reservas Depois de escolher o destino e a pousada de sua preferência, o associado e/ou beneficiário deverão entrar em contato diretamente com o estabelecimento conveniado para fazer a reserva de estad…

A fotografia e o poder da imagem no mundo moderno

Da pintura como única forma de reproduzir o que os olhos presenciavam até as modernas maneiras de registrar a realidade, a fotografia descreveu uma trajetória cercada de muitas discussões a respeito do lugar que essa atividade deveria desempenhar no cotidiano das pessoas e no engrandecimento da cultura. O inventor francês Louis Daguerre foi o primeiro a criar algo que sugerisse a substituição dos artistas como forma de reproduzir visualmente a realidade. Em 1839 é anunciado o daguerreótipo, o primeiro ancestral das máquinas fotográficas. Na verdade muitos pesquisadores autônomos já haviam trabalhado e obtido alguns êxitos em desenvolver maneiras de reproduzir a imagem.
O mérito de Daguerre foi desenvolver uma máquina que dava início ao que iria se transformar numa das características que mais colaborariam para a popularização do ato de retratar: a possibilidade de cada pessoa poder utilizar sua própria câmera e produzir suas imagens, em substituição à habilidade individual de artistas …

Prestigiar o professor é o grande barato desta bienal

Conheça o trabalho de professores como você, participando das nossas tardes de autógrafo. Serão mais de 30 autores de diversos gêneros, como o colunista do blog da Appai e revisor da Revista Appai Educar, Sandro Gomes.

As três edições do Altos Papos já estão com inscrições abertas na página da Educação Continuada no Portal do Associado. Leia atentamente as condições de horário e transporte antes de confirmar sua presença.
Aproveite a visita e “seja capa” da Revista Appai Educar. Marque suas fotos com #SouAppai e apareça em nosso Facebook.
E ainda divirta-se em nosso espaço interativo e conheça um pouco mais sobre a appai.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA


A construção da imagem de Tiradentes

Uma abordagem básica possivelmente revelará que Tiradentes é o herói preferido dos brasileiros, ficando à frente de nomes de grande apelo popular, como o líder Zumbi dos Palmares ou o arrojado D. Pedro I. Apesar de a história popularmente divulgada do Mártir da Inconfidência estar repleta de elementos de valor universal, como os ideais de liberdade e justiça, o fato é que a boa imagem do inconfidente é fruto da tentativa de acomodar esse momento da história aos objetivos de quem esteve nas proximidades do poder.
Foi na República que a imagem de Tiradentes começa a ser trabalhada de forma consciente e intencional. O movimento militar, de base positivista, que derrubou a Monarquia tinha em mente o objetivo bem explícito de atuar no imaginário da população, reduzindo a influência que o sistema colonial imprimira ao longo de mais de três séculos. Tiradentes era alferes, lutava pela instalação de um regime republicano e único condenado à morte na conspiração. Elementos, portanto, bastante i…

Para além do “terra à vista”

A “certidão de nascimento do Brasil”. É como um certo senso comum habituou-se a classificar a carta escrita pelo escrivão da expedição comandada por Pedro Álvares Cabral, que contém os primeiros e mais significativos relatos sobre a terra e seus moradores. A fama e a importância historiográfica que acabou sendo atribuída a esse documento acabariam por ocultar o fato de que uma série de outros registros igualmente importantes e informativos foi produzida nos anos próximos a 1500, data em que se deu o “achamento” das terras. Alguns desses textos revelam pontos relevantes, que têm ajudado a compor o quadro tanto quanto possível real do singular encontro entre contextos tão diferentes.
Há inclusive registro de um documento anterior à própria partida das naus cabralinas, um relatório redigido por Vasco da Gama, que deixa clara uma anterior experiência do pioneiro navegante pelas águas que seriam singradas pelas frotas de Cabral. Um detalhe importante vem à tona nesse escrito. Em meio a inst…