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Proposições para uma educação inovadora 2017



Em 2012, 65 países participaram do Programme for International Student Assessment (PISA), o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, que ocorre a cada 3 anos, para alunos na faixa dos 15 anos, priorizando Matemática, Leitura e Ciências. No ranking, o Brasil ficou na 58ª posição. Situação alarmante! Em 2015, participamos novamente, e os resultados serão disponibilizados em 6 de dezembro de 2016.

E foi pensando em avanço no cenário educativo que apresentamos uma relação com sete diferentes proposições para quem deseja iniciar 2017 tendo a inovação como parceira educacional. Na semana passada, foi a vez de aprofundarmos ideias sobre a primeira proposição listada: O desenvolvimento de competências socioemocionais. Hoje daremos atenção especial à segunda proposição, a saber: O desenvolvimento de competências cognitivas.

Mas, afinal, o que são competências cognitivas?
Competência significa “a capacidade de um sujeito de mobilizar recursos visando abordar e resolver uma situação complexa” (MORETTO). Cognitivo é uma expressão relacionada ao processo de aquisição de conhecimento (chamado também de cognição). A cognição envolve fatores diversos, como o pensamento, a linguagem, a percepção, a memória, o raciocínio, etc., que fazem parte do desenvolvimento intelectual. Intelecto é a faculdade de conhecer, é a mente em exercício.

Portanto, juntando os dois conceitos, podemos dizer que Competência Cognitiva é a capacidade de movimentar um conjunto de elementos da ordem do pensamento, da linguagem, da percepção, da memória, do raciocínio, da estratégia, dentre outros que fazem parte do intelecto, para abordar e resolver situações complexas. Mas como isso ocorre na prática?

Quando ainda muito pequenina, lá na creche e depois na pré-escola, a criança deve ser estimulada a desenvolver o cognitivo primário, que é marcado pelo desenvolvimento sensorial (por meio dos sentidos), e logo de forma concomitante vai aflorando a atenção, percepção e as demais funções já citadas. Já no ensino fundamental, a criança continua aprimorando essas funções e vai abrindo espaço para outras aquisições, tais como a leitura, a escrita, o raciocínio lógico, a estratégia, os pensamentos dedutivo e indutivo. O melhor dos mundos ocorre quando as competências são exercitadas por meio da resolução de problemas ou desafios concretos/reais. Dessa forma, utilizando a função executiva do cérebro (responsável pelo planejamento e execução da tarefa), promove-se o exercício das funções cognitivas, especialmente na segunda fase dos ensinos fundamental e médio, quando o professor pode e deve lançar desafios possíveis e estimular a busca por soluções. É importante observar como o aluno utiliza seus recursos cognitivos, como compreende um problema ou desafio dado, como processa, analisa, sintetiza, categoriza as informações.

Observe que, por uma questão didática, estamos apresentando um recorte para Competência Cognitiva, cientes de que o processo de aprendizagem é amplo e complexo, e que acontece integrado ao desenvolvimento das competências socioemocionais, não sendo possível dissociá-las.

Depois dessa breve observação, vamos em frente com as seguintes perguntas: Quais são os encaminhamentos pedagógicos para desenvolvimento das competências cognitivas propostos pelo Ministério da Educação? Como promover o desenvolvimento cognitivo com as diferentes faixas etárias e níveis escolares?

Pais e profissionais da área de educação sabem que nos últimos anos o governo brasileiro implementou programas de avaliação, tais como: o Sistema de Avaliação do Ensino Básico (SAEB) e o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), e que participou do PISA, chamando atenção para uma das dimensões do desenvolvimento humano, que é a competência cognitiva. Diante disso, e respondendo à primeira pergunta, destaco os links em que há uma descrição detalhada de como gerar desenvolvimento cognitivo, bem como as competências cognitivas priorizadas em cada um dos níveis de escolarização:


As indicações pedagógicas para o desenvolvimento cognitivo estão bem colocadas nos Parâmetros Curriculares e nas Diretrizes Nacionais, especificadas para cada nível do ensino básico.
Além disso, há outros sites que apresentam ideias práticas para o desenvolvimento de competências cognitivas, selecionadas dentro de três diferentes áreas: Matemática, Ciências e Comunicação. Consulte e aplique:

Pesquisa e Interpretação de dados:

Leitura e Interpretação:

Matemática:

Ciências:



Para cada atividade proposta, é necessário ter clareza do ritmo, nível e a realidade do aluno, de forma a manter a motivação, sem a qual nenhum estímulo para o cognitivo funcionará.

Comentários

  1. Muito bom Andréia.
    Na minha época, não fui instigada a aprender inglês, e agora adulta é uma dificuldade enorme. Por outro lado, quando era criança pude ter a oportunidade de aprender música, o que pra mim era uma brincadeira, era divertido. Creio eu, que quando somos crianças, absorvemos melhor as coisas, pq tdo para nós é uma brincadeira, e principalmente quando somos motivados e incentivados podemos desenvolver habilidades que quando adultos se tornam mais difíceis, não impossíveis, mas mais limitadas devido as nossas responsabilidades e correria do dia a dia.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, você tem razão, o lúdico desaparece da vida do adulto...Mas, sugiro que retome o inglês buscando uma metodologia mais adaptada ao seu estilo de aprendizagem. Você sabe identificar o seu estilo para aprender?

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