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domingo, 31 de janeiro de 2016

Appai e Morhan: juntos para eliminar a hanseníase


No último domingo do mês de janeiro comemora-se o Dia Mundial de Combate à Hanseníase, instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O objetivo é conscientizar a população e reafirmar o compromisso de luta contra a doença. Atualmente, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de prevalência da hanseníase, e ainda registra cerca de 30 mil novos diagnósticos por ano, sendo o segundo em número absoluto de casos no mundo.


E você, sabe identificar os sintomas da hanseníase? A doença infecciosa é contagiosa e causa manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas na pele com diminuição da sensibilidade ao calor, frio, dor ou toque. Também pode ocorrer sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades, surgimento de caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força muscular, quando a pessoa, por exemplo, pode ter dificuldade para segurar objetos. Causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, a hanseníase não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa infectada.

A hanseníase tem cura. O tratamento é feito nos serviços de saúde, é gratuito e, quando iniciado, a pessoa para de transmitir a doença quase que imediatamente. Quanto antes houver o diagnóstico, mais rápida e fácil também pode ser a cura. A terapia é por via oral, pela poliquimioterapia (PQT), uma associação de medicamentos que evita a resistência do bacilo e deve ser administrada por seis meses ou um ano a depender do caso. Os pacientes deverão ser submetidos, além do exame dermatológico, a uma avaliação neurológica simplificada. Vale lembrar que todas as pessoas que convivem ou conviveram com quem recebeu o diagnóstico de hanseníase devem ser examinadas nos serviços de saúde.

Uma entidade, sem fins lucrativos, extremamente importante nessa área é o Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase), fundado em 6 de junho de 1981. Suas atividades são voltadas para a eliminação da doença, através do trabalho de conscientização e foco na construção de políticas públicas eficazes para a população.

Parceira do Morhan, a Appai, através do Programa de Projetos e Ações Sociais (PPAS), também faz a sua parte no combate à hanseníase. De forma lúdica e interativa os atores do Teatro Bacurau/Morhan levam informação às crianças de escolas de diversos municípios do estado do Rio de Janeiro e da capital, e também em praças públicas e organizações sociais. O projeto conta com o apoio da Appai, que faz o acompanhamento das atividades realizadas nas escolas e instituições. A coordenadora do Projeto Teatro Bacurau, Brenda Menezes, relata que o grupo realiza, em média, 50 apresentações por mês. 


Durante as atividades, o grupo realiza números teatrais e palestras para esclarecer dúvidas dos participantes. Quem quiser conhecer ou levar o grupo de teatro para sua escola, basta entrar em contato através do site: morhan@morhan.org.br ou pelo telefone 0800 026 2001.


Fonte: Ministério da Saúde

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O mais novo cartão-postal do Rio


O Museu do Amanhã é o mais novo atrativo turístico da Cidade do Rio de Janeiro. A proposta da instituição é ser um museu de artes e ciências, além de contar com mostras que alertam sobre os perigos das mudanças climáticas e da degradação ambiental. O edifício conta com espinhas solares que se movem, projetadas para adaptar-se às mudanças das condições ambientais.

Projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o museu foi erguido ao lado da Praça Mauá, na zona portuária, mais precisamente no Píer Mauá. O edifício foi inaugurado em 17 de dezembro de 2015 com a presença da presidenta Dilma Rousseff e recebeu cerca de 25 mil visitantes em seu primeiro final de semana de funcionamento.

O museu tem parcerias com importantes universidades brasileiras, instituições científicas globais e coleta de dados em tempo real sobre o clima e a população de agências espaciais e das Nações Unidas. A instituição também tem consultores de várias áreas, como astronautas, cientistas sociais e climatologistas.

Como uma das âncoras do projeto de revitalização urbana chamado Porto Maravilha, o museu recebeu em 2015, como doação antes de sua inauguração, a escultura Puffed Star II, do renomado artista norte-americano Frank Stella. O trabalho consiste de uma estrela de vinte pontas e seis metros de diâmetro que foi instalada no espelho d’água do museu, em frente à Baía de Guanabara. A escultura metálica, antes da doação para acervo permanente a céu aberto do museu, esteve em exposição na cidade de Nova York.

O Museu do Amanhã está aberto de terça a domingo, das 12 às 19h. O ingresso é vendido a R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Às terças-feiras a entrada é gratuita. Além disso, você pode comprar o bilhete único dos museus (Museu do Amanhã e MAR), sendo R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia).


No próximo dia 28 de fevereiro acontece a Corrida Super Salto, na Praça Mauá, com largada prevista para as 8 horas da manhã. Serão 5 km de Caminhada e Corrida. Esta é muito mais que uma corrida! Vista a camisa da Appai, mas leve também a do evento, e você poderá assistir de perto outras modalidades do atletismo, que farão parte do Verão Espetacular da Globo. Não fique de fora dessa e garanta sua vaga no Portal do Associado.




Fonte: Museu do Amanhã e Wikipédia

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Não deixe de doar. Nunca se sabe quem vai precisar


O período em que mais se precisa de sangue nos hospitais é o de maior queda no número de doações. Férias, verão, proximidade com o carnaval são fatores que influenciam diretamente nessa redução. Por ironia, o Feriadão de Momo é a data em que os hospitais mais necessitam do precioso líquido. A grande quantidade de turistas, a movimentação nas estradas e o aumento da circulação urbana elevam diretamente a quantidade de acidentes.

Por isso, os centros especializados organizam plantões de coleta nesses dias que antecedem. A Appai estará com uma van no dia 2 de fevereiro para levar seus funcionários ao Hemorio. Nesta mesma data, a partir de 9 horas, o bloco “Vem doar pra mim” arrasta os foliões da Candelária até a sede do Hemorio, na Rua Frei Caneca, nº 8, Centro. O enredo é a solidariedade!

Outras entidades que também estão antecipando as coletas


Na Zona Sul:
• Instituto Nacional de Cardiologia, na Rua das Laranjeiras, 374
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Na Zona Norte:
• Hospital Marcílio Dias (no Lins)
• Hospital Universitário Pedro Ernesto (Maracanã)
• Clementino Fraga (Fundão)
• Cardoso Fontes (Jacarepaguá)
• Instituto de Biologia do Exército (Benfica)
• Hospital Geral de Bonsucesso

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No Centro:
• Hospital da PM (no Estácio)
• Hospital dos Servidores (Zona Portuária)
• Hospital do Câncer (Praça da Cruz Vermelha)



segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Em fevereiro, coloque cultura na sua folia – Passeio Cultural


Olá, associado, já está no ar o calendário do Passeio Cultural de fevereiro. Agora você já pode se programar para os seus próximos roteiros. Não deixe de conferir na página oficial do benefício a data de abertura das inscrições, o dia em que serão realizados e os horários da programação. Lembramos que todos os passeios estão sujeitos a alterações ou cancelamentos devido às condições do tempo e do clima. Em até 24 horas antes da realização do evento você receberá um SMS de confirmação.


Fique atento, pois a inscrição para o primeiro passeio no mês do carnaval já está aberta.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Brasil e Japão: a educação em sentidos opostos


Quem nunca viu a cena? Ponto de ônibus cheio de estudantes e os motoristas passando direto ignorando os sinais gestuais feitos da calçada. Por outro lado, quantos professores já não presenciaram alunos chegando atrasados por causa desse motivo? Que passageiro nunca constatou a nítida má vontade de alguns motoristas e cobradores, não raramente, acompanhada de piadinhas. Diga-se de passagem, esse fenômeno não acontece somente com o passe escolar, pois os idosos também sofrem discriminação semelhante. Essas cenas fazem parte do cotidiano das grandes cidades brasileiras, apesar de a “gratuidade” estudantil ser paga às empresas pelos governos estaduais e municipais.

O contraponto vem do outro lado do mundo. O Japão mantém há três anos uma estação de trem que deveria ter sido desativada somente para garantir a ida para a escola de uma única aluna! Esse argumento foi o suficiente para que a Japan Railway adiasse até a formatura da estudante a desativação do terminal que dá prejuízo operacional na pequena Ilha de Hokkaido. A empresa fez uma escala para que uma composição passasse pontualmente no horário em que a menina vai para o colégio e outra no retorno para casa.

No entanto, essa rotina está com os dias contados. Não que a empresa tenha desistido desse ato, mas a jovem se forma em março no Ensino Médio. Ao invés de ficarem insatisfeitos com esse trabalho a mais, maquinista e funcionários já expressam antecipadamente o sentimento de saudade. Eles estão organizando uma festa “surpresa” para a despedida. Esse “surpresa” vai entre aspas porque até nós aqui no Brasil já estamos sabendo da intenção.


Esses dois casos mostram o desnível na escala de respeito de uma sociedade com a educação. Todos sabem e já está mais que provado que o futuro de uma sociedade é proporcional ao que foi investido em educação. Essa comparação reforça que o esforço para que o ensino tenha um lugar de destaque não cabe apenas ao governo, mas a toda a sociedade, incluindo empresas privadas e o cidadão comum.


Descubra o charme e a história do Rio Antigo correndo


Arcos da Lapa no final da década de 50. Reparem o vão entre os arcos, que atualmente não existe mais

Conhecido como berço da boemia carioca, os Arcos da Lapa também são famosos internacionalmente pela arquitetura. Construídos para funcionar como aqueduto nos tempos do Brasil colonial, atualmente servem como via para os bondinhos que sobem o morro de Santa Teresa.

O Aqueduto da Carioca (ou Arcos da Lapa) é considerado a obra arquitetônica de maior importância do Rio Antigo e um dos principais símbolos da cidade. A construção em estilo romano tem 17,6 metros de altura, 270 de extensão e 42 arcos que ligam o bairro de Santa Teresa ao Morro de Santo Antônio.

Construído em 1723, no período do Brasil colonial, os arcos tinham como objetivo conduzir a água do rio Carioca da altura do Morro do Desterro, atual bairro de Santa Teresa, para o Morro de Santo Antônio. A obra ajudaria a resolver o problema da falta de água na então capital do país. Os estudos para trazer as águas do rio Carioca para a cidade começaram nos primeiros anos do século XVII, mas as obras de instalação de canos no Rio de Janeiro só tiveram início um século depois.

Você sabia que diversas personalidades, como Carmem Miranda, Manuel Bandeira, Jorge Amado e Villa-Lobos, moraram na Lapa? Sem contar o escritor brasileiro Machado de Assis (que teve seus imóveis tombados) e vários dos seus personagens.


Aqueduto da Carioca (Arcos da Lapa) no século 18

Nos últimos tempos o paisagismo da Lapa sofreu significativas alterações. Onde era o Largo dos Pracinhas (uma praça anexa aos arcos) hoje existe o grande Circo Voador. A rua dos Arcos, que atravessa o aqueduto, era uma via ocupada por edificações centenárias, entre elas a Fundição Progresso, hoje uma casa de shows. O bairro nasce no final da Zona Sul, quando a rua da Glória torna-se rua da Lapa. Também faz limite com o bairro de Santa Teresa, subindo suas ladeiras e o pequeno Bairro de Fátima.

No dia 21 de fevereiro, mais uma vez o Circuito Light Rio Antigo chega aos Arcos da Lapa. E que tal participar dessa corrida que faz você percorrer um dos pontos turísticos mais famosos do país, criado na época do Brasil colônia? A largada está prevista para as 8 horas da manhã, com provas de 5 km de caminhada e 10 km de corrida. Não fique de fora dessa e inscreva-se agora mesmo no Portal do Associado.





Fonte: Secretaria de Turismo do Rio de Janeiro

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Quem dança seus males espanta


Se você não gosta de academias e não tem paciência para salas de musculação, aprender a dançar pode ser uma boa alternativa para trabalhar o corpo e ao mesmo tempo relaxar. Estilos como Zouk, Tango e Dança do Ventre já viraram mania em vários lugares do mundo exatamente por permitir o gasto de muitas calorias de forma bem divertida.

Alunos frequentes de dança de salão costumam apresentar mudanças significativas de comportamento: menos timidez, mais confiança, mais vontade de encontrar os amigos e de sair. E o melhor, eles encontram o equilíbrio emocional tão importante para manter o peso e fator decisivo para conquistar um corpo mais saudável.

É claro que existe o preconceito de que dança de salão é “para os mais velhos”, da mesma forma que alguns ritmos, como o bolero, são chamados de “careta”, mas ao frequentar os polos de dança esse conceito muda rapidamente. Vemos pessoas de todas as idades em busca de bem-estar e do estímulo em aprender algo novo. Mesmo que no começo pareça difícil sincronizar os passos com os do parceiro, com mais ou menos três meses de aula já é possível “fazer bonito”.

Para a associada Edna Martins, frequentar as aulas de dança de salão é um fator importante para a sua vida. “Dançar é uma terapia maravilhosa! E eu vivenciei essa experiência com a Elaine Pereira da Academia de Dança Estilo de Dança em Vila Isabel”, exalta Edna.



Se após ler esta matéria você ainda tem dúvidas sobre os benefícios de dançar, listamos:

5 motivos para se inscrever em um dos
Polos de Dança da Appai


1 · Ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade
Um dos benefícios do exercício é diminuir a tensão e relaxar a musculatura. Além disso, a dança estimula a concentração, acalma e tranquiliza, diminuindo a ansiedade acumulada durante o dia.

2 · Melhora a autoestima
Os alunos se sentem mais confiantes com a mudança no corpo e conseguem até mesmo se expressar melhor, pois a dança permite uma liberdade de movimentos até então desconhecida.

3 · Aumenta a capacidade sanguínea e faz bem ao coração
Algumas modalidades de dança aumentam a frequência cardíaca ao equivalente a uma aula aeróbica, por exemplo. Também estimulam a circulação do sangue e melhoram a capacidade respiratória.

4 · Combate a depressão
A dança tem a capacidade de ligar o corpo, a mente e o espírito. Além do benefício físico, traz também paz interior e mexe bastante com o emocional, permitindo colocar sentimentos para fora. Alguns alunos acabam até trocando a terapia pela dança.

5 · Ajuda a fazer novos amigos e se socializar
O dia a dia está deixando as pessoas cada vez mais individualistas. A prática de um exercício em grupo colabora na socialização e a pensar em conjunto, além de ajudar a fazer novas amizades, que são sempre bem-vindas. Não há como negar, a dança faz bem para corpo, mente e alma.
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Confira abaixo qual Polo de Dança está mais próximo de sua casa e inscreva-se!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Libras: Educação Inclusiva

A Libras (Língua Brasileira de Sinais) é um dialeto natural, criado para promover a inclusão social de deficientes auditivos. Ele possui uma estrutura gramatical própria com aspectos semânticos, sintáticos, morfológicos etc. O que o difere dos outros usados atualmente é que, em vez do som, utilizam-se os gestos como forma de comunicação. Movimentos específicos realizados com as mãos e combinações corporais e faciais se tornam marcas registradas deste idioma.

O ensino de Libras nas universidades brasileiras é uma vitória dos deficientes auditivos, pois, uma vez presente na grade curricular, gera mudanças sociais, não só por sua aplicação nas instituições de ensino, mas pela importância da aceitação e compreensão por parte dos alunos e, principalmente, pela inclusão social. Dessa forma, pode-se concluir que a utilização da linguagem brasileira de sinais deve ser cada vez mais popularizada e incentivada, como também na sociedade em geral, colaborando para a melhoria da qualidade de vida.

A edição 94 da Revista Appai Educar trouxe uma matéria exclusiva falando sobre a segunda língua oficial do Brasil. A associada da Appai Mirtha Nassralla vem contribuindo há 8 anos com a comunidade dos portadores de deficiência auditiva. Após se deparar em sala de aula com problemas de comunicação com um aluno nessas condições, a educadora passou a estudar por conta própria para conseguir atender este público, que vem crescendo, de acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010. Atualmente, Mirtha escreve um livro sobre a temática, com o intuito de fortalecer a inclusão social.

Para ela, a Libras deveria estar presente principalmente no ensino básico, e não apenas nas instituições de ensino superior, como ocorre atualmente, pois os coordenadores preparam os docentes e acabam por esquecer que o aluno surdo também precisa de interação com toda a comunidade escolar. “Como serão realizadas as atividades em grupo? Como solicitar uma informação à ‘tia’ da secretaria ou pedir um lanche? Ao meu ver é de suma importância que todos os estudantes tenham acesso ao ensino de Libras. A inclusão só será de fato completa quando não só os professores mas também toda a escola puderem interagir com os alunos surdos. Libras não é só uma língua, envolve toda a cultura e história de uma comunidade, e ter acesso a esse mundo é um privilégio de valor imensurável. A pessoa surda hoje estuda, trabalha, viaja, se relaciona, enfim já não é limitada como há uns 5 anos atrás”, ressalta a educadora.

Atualmente, a Appai, com o intuito de aprimorar a formação de seus associados, através do Benefício de Educação Continuada, oferece o Curso Intermediário de Libras, de 160 horas, promovido pela Associação dos Profissionais Tradutores/Intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Apilrj), que tem como objetivo habilitar o participante a ser professor apto a trabalhar com deficientes auditivos.

Este ano as aulas, que são presenciais, começam em março e trazem uma boa novidade. Agora existem duas opções de dia e horário para que você escolha a que melhor se adapta a sua rotina. Para fazer a pré-inscrição basta acessar o Portal do Associado. As vagas são limitadas por turma, e a confirmação das mesmas depende do número mínimo de solicitações.




Curso de Libras 2016 - Pré Inscrições Abertas
#SouAppaiO tão aguardado Curso de Libras, promovido pelo Benefício Educação Continuada, já está com pré-inscrições abertas para 2016. Além de ampliar seus horizontes profissionais, você viverá uma experiência transformadora. Aperte o play e veja o recado que as formandas de 2015 têm para você! http://goo.gl/Dyz4tf
Publicado por Appai Associação de Professores em Terça, 22 de dezembro de 2015

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Reforma Ortográfica – Agora é para valer


Esse ano letivo não vai ser igual àquele que passou... Professores e alunos voltam às salas de aula, em fevereiro, já regidos exclusivamente pelas normas padronizadas do Acordo Ortográfico entre os países de Língua Portuguesa, que passou a vigorar oficialmente no dia 1º de janeiro.

Mudanças essas que, diga-se de passagem, não são tão novas assim. Foram seis anos de transição em que conviveram as duas formas: a antiga e a atual. Só que com a virada do calendário de 2015 para 2016 o formato anterior, que era até então tolerado, passou a ser considerado automaticamente errado.

Justiça seja feita, os profissionais de ensino foram os primeiros a aderir ao novo acordo. Afinal, nenhuma categoria trabalha mais a língua do que o professor. Além de ter a autocobrança de se expressar com o português correto, ainda tem a missão de repassar esses conhecimentos aos alunos. Isso sem falar na responsabilidade da correção e desconto de notas de provas e trabalhos que não estejam dentro do formato exigido.

O comportamento da categoria influenciou a adoção antecipada do novo padrão pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) já em 2009. Na mesma linha seguiu a maioria das editorias dos veículos de Comunicação, independente da plataforma: impresso, on-line, rádio e TV. Apesar disso, a previsão inicial era que as regras fossem cobradas oficialmente a partir de 1° de janeiro de 2013, mas, após polêmicas, o governo brasileiro adiou a entrada em vigor para o primeiro dia de 2016. Mesmo com todo o rebuliço criado em torno das reformas, no “português brasileiro” a estimativa é de que apenas 0,8% do total de palavras usadas tenham sofrido alteração na grafia.


Prós e Contras

Reações não faltaram às mudanças. Entre as críticas, a de que alteraria a evolução natural da língua falada. Muitos enxergaram interesses econômicos para comercializar os mesmos produtos impressos independente do país falante do português. Outros ainda não viram sentido, já que alegam que as mudanças não vieram para facilitar o uso do idioma, pois não solucionam as principais dificuldades no exercício da língua: acentuações (entre elas a crase) e uso de sílabas diferentes com o mesmo fonema, como X ou CH, ou, ainda, S, SS ou Ç. Do outro lado, muitos receberam as mudanças com boas-vindas, considerando até mesmo tardias essas alterações.


Padronização


Ao todo oito países falam oficialmente a língua portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. A Guiné Equatorial foi aceita somente em 2014, quando decretou o português como uma de suas línguas oficiais. O objetivo justificado para a unificação foi o de padronizar e facilitar a comunicação e o intercâmbio entre essas nações.

O acordo foi ratificado pelo Brasil em 2008 e implementado de forma híbrida no ano seguinte. Já com os outros estados-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi assinado em 1990.

O Brasil é o terceiro a tornar obrigatórias as mudanças. Com sua implementação oficial eleva-se para 215 milhões os falantes de português a usar a nova grafia. O país onde a língua surgiu deu o exemplo. Portugal foi o primeiro a fazer vigorar a medida, em 13 de maio do ano passado, seguido, logo depois, por Cabo Verde, em 1º de outubro de 2015.

Porém nem tudo é harmonioso nessa mudança. Por motivos diversos, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe ainda não aplicam oficialmente as novas regras ortográficas. Em Angola, apesar de assinarem o acordo inicial de intenções e investirem financeiramente na plataforma digital do Vocabulário Ortográfico Comum, na prática a sua implantação não foi realizada pelo governo.

Em Moçambique a norma aguarda ratificação pelo parlamento, atraso atribuído a mudança de governo. Em Guiné-Bissau a instabilidade política também trava a implementação.


Reformas anteriores

Isoladamente dos irmãos de idioma, o Brasil promoveu várias reformas ortográficas. A primeira de que se tem notícia aconteceu em 1911, defendida pelo filólogo Gonçalves Viana e já pregava a simplificação do idioma. Durante a Era Vargas, no início dos anos 30 algumas mudanças foram incorporadas por pressão dos professores. Outras foram promovidas em 1943 e 1971, com a substituição do “Z” pelo “S”, a queda do trema e acentos em algumas palavras, além do fim do “PH” com som de “F”.
Veja como era essa frase:

O rapaz saiu sòmente de caza após o almôço. Passou na Pharmacia e depois foi tomar um cafèzinho com um amigo que trabalha para o govêrno. Logo depois voltou para casa pois estava com saüdade da esposa.


Recapitulando as Principais Mudanças


Embora a absorção esteja avançada, muita gente ainda se perde para identificar o que mudou. Entre as alterações mais complicadas estão o uso do hífen e a acentuação.

* Uma das regras diz que as palavras compostas nas quais letras iguais se encontram são separadas com o sinal de pontuação. Já naquelas onde acontece o encontro entre letras diferentes, ocorre a junção. Exemplo: “anti-inflamatório” e “neoliberalismo”.

* A acentuação gráfica se altera, por exemplo, em palavras paroxítonas que contenham vogais repetidas. É o caso de “voo”, “enjoo”, “leem” e “veem”.

* As paroxítonas terminadas em ditongos crescentes, como “eia” e “oia”, não recebem mais acento. Por exemplo: “boia”, “jiboia”, “ideia” e “assembleia”.

* Como o trema foi abolido, agora escrevemos “frequente” e “sequestro”. O sinal pode ser usado apenas em nomes próprios. OBS.: a mudança vale apenas para a escrita, e palavras como “linguiça”, “cinquenta” e “tranquilo” continuam com a mesma pronúncia.

* Entre as principais mudanças, está a ampliação do alfabeto oficial para 26 letras, com o acréscimo de “k”, “w” e “y”. As letras já eram usadas em várias palavras do idioma, como nomes indígenas, palavras de idiomas estrangeiros e abreviações de medidas, mas estavam fora do alfabeto oficial.

* Acentos diferenciais também deixaram de existir, eliminando a diferença gráfica, por exemplo, entre “para” (do verbo “parar”) e “para” (preposição).
Exceções: mantiveram o acento diferencial: “pôr” (verbo), diferenciando-se de “por” (preposição), e “pode” (presente do indicativo), que se escreve “pôde”, quando se referir ao pretérito do indicativo.


* O hífen deixou de ser usado quando o prefixo terminar em vogal e a segunda parte da palavra começar com “s” ou “r” (que ficam dobrados), como no caso de “contrarregra”. Quando o prefixo terminar em “r” e a palavra também se iniciar por essa letra, usa-se o hífen (ex.: super-resistente).


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O que é a Base Nacional Curricular?

Para os críticos, uma medida centralizadora, autoritária, castradora da liberdade de ensino e da autonomia do professor. Para os defensores, uma forma de garantir uma coerência e frear o mercantilismo do chamado “ensino de resultado imediato”, mais voltados para desempenhos em ações como Enad, Enem, vestibulares e concursos públicos em detrimento da formação do cidadão. Para o Ministério da Educação, “uma oportunidade de estabelecer conhecimentos e habilidades essenciais que todos os estudantes brasileiros devem aprender em sua trajetória na educação básica, desde a educação infantil até o ensino médio”.

Independente das versões defendidas por cada cidadão, a verdade é que servirá de norte para os professores em sala de aula e consequentemente para a formação dos alunos e do futuro mercado de trabalho. Por isso, não se pode fugir à discussão. E todos podem participar através do envio de sugestões.


Recorde

Antes mesmo de ser batido o martelo e entrar em vigor, a BNC já é recordista. Desde setembro de 2015, já é o maior documento a receber sugestões da sociedade. No último balanço divulgado, em 6 de janeiro, já eram mais de 9,8 milhões de contribuições de mais de 34 mil escolas e 200 mil pessoas, das quais 166 mil são professores, 3,1 mil estudantes, 1,6 mil pais, 1,8 mil organizações da sociedade civil, e pesquisadores que se cadastraram para participar. Números que devem aumentar muito mais, já que as observações podem continuar a ser enviadas até 15 de março.

A próxima etapa, a ser apresentada em abril deste ano, será avaliada por um grupo de leitores críticos (especialistas) de diversas áreas do conhecimento e também será discutida em seminários realizados pelas secretarias estaduais de educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).


Velha Discussão

Na verdade, a proposta não tem nada de inovadora. Essa discussão é bem antiga. Se arrasta há quase três décadas. Sua criação está sugerida na Constituição Federal de 1988, que determina como dever do Estado fixar “conteúdos mínimos para o Ensino Fundamental, de maneira a assegurar a formação básica comum e o respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais” (artigo 210).

Porém, o que pressionou para que saísse finalmente do papel foi uma exigência prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), em vigor desde 2014, que previa a elaboração de um documento contendo objetivos de aprendizado a serem considerados pelos professores e coordenadores na hora de elaboração do projeto pedagógico da escola.

Mais autônomo do que as demais esferas, o ensino superior rapidamente conseguiu se ver livre das “amarras” da nova medida. Após muita resistência e articulações, eximiram o ensino superior de seguir a mesma cartilha, ficando as normas do BNC restritas aos ensinos infantil, fundamental e médio.


Resistências

As resistências não foram poucas... A primeira foi a crítica de pasteurização do ensino, sufocando as diversidades e culturas regionais onde predominaria a visão dos estados mais ricos e consequentemente mais influentes. Para contornar essa questão, ficou negociado que a BNC terá espaço para o que chamam de “base diferenciada”, que são janelas para inclusão de particularidades regionais ou conteúdos defendidos por linhas de ensino adotadas pelas instituições.

A Base Nacional vai definir cerca de 60% dos componentes curriculares a serem seguidos em todo o país. Quanto aos outros 40%, caberão às redes municipais e estaduais abrir discussões locais para elaboração desse conteúdo.


Acusação de ideologia no conteúdo


A discussão da Base não conseguiu se blindar da politização acalorada que vem tomando conta das discussões no país, polarizado entre governo e oposição. Nesse embate que vem se acirrando não demorou para que a proposta educacional fosse acusada de estar sendo manipulada para fins políticos. Até por sua aderência social, não foi à toa que a metralhadora mirou na disciplina de História.

Um dos primeiros tiros foi dado pelo ex-ministro da Educação e filósofo Renato Janine, através de uma de suas páginas nas mídias sociais, espaço que vem se transformando num ringue político. “O PNC deve conter o ensinamento crítico, mas sem descambar para a ideologia” postou Janine.

A opinião do ex-titular do MEC serviu como combustível para outras trincheiras levantadas. Uma delas atingiu em cheio a proposta do novo conteúdo em romper com a cronologia ortodoxa e a divisão quadripartite da História em Antiga, Média, Moderna e Contemporânea, o que para muitos professores é um forte rompimento de paradigma.

Uma nova visão da colonização também deixou de cabelo em pé os mais conservadores: a diminuição do espaço dado à influência europeia equilibrando com o protagonismo da contribuição indígena e africana na cultura brasileira.

Misturando fatos com boatos não demorou para que aparecessem factoides. Um deles, jogado no meio da polêmica, foi de que o mártir Tiradentes perderia status de grande herói nacional. Aí, viu-se uma fogueira queimando as discussões do BNC da mesma forma que aconteceu com os antigos livros destruídos na Idade Média.

Para evitar que a Base fosse chamuscada, o MEC ainda tentou apagar o fogo retirando a cadeira de História da primeira versão do BNC apresentada à sociedade. Foi o tiro que não mudou a história, na verdade saiu pela culatra. Começou a circular o boato de que o MEC substituiria a disciplina por ensino religioso. Ou seja, foi-se da caça às bruxas à Guerra Santa.

Rapidamente foi convocado pela brigada de incêndio o próprio então Ministro da Educação. "O componente curricular de História não consta ainda, pois diversas excelentes sugestões foram dadas e o MEC considerou importante incorporá-las, o que demanda mais alguns dias. Em breve, estará disponível no documento. Algumas pessoas chegaram a pensar que o MEC tinha eliminado a História do currículo. Não procede, seria o cúmulo da loucura", diz a nota assinada por Janine Ribeiro.


Pá de cal nos boatos

Diante da acusação de que o PT estivesse politizando o ensino da disciplina, o MEC pediu socorro à Associação Nacional de História, como forma de reverter a situação. “Diante das controvérsias no debate sobre a proposta do componente curricular de História para a Base Nacional Comum Curricular, a Anpuh certamente vai ser uma mediadora importante para encontrarmos uma solução de entendimento entre as diferentes abordagens possíveis na área do ensino”, afirma o secretário de educação básica do MEC Manuel Palacios.

Ficou acordado ainda que a Anpuh vai contribuir com a indicação de especialistas para o grupo dos leitores críticos, em que cada colaborador deverá apresentar considerações finais sobre a proposta preliminar. “Tivemos uma reunião muito produtiva e positiva, e a Anpuh participará desse processo, revisando a proposta preliminar da área de História. A Anpuh também deverá encaminhar uma lista de historiadores que devem ser trazidos para esse processo de elaboração por meio da função de leitor crítico”, justifica o secretário.

Para a presidente da Anpuh, Maria Helena Rolim Capelato, a associação tem muito a oferecer para a discussão dos conteúdos. “Nós vamos fazer uma série de reuniões com as regionais até o final de fevereiro e vamos apresentar uma proposta para a Base Nacional Comum Curricular. É importante a existência de uma base comum, cuja proposta é estabelecer os parâmetros para como discutir determinadas questões importantes no estudo da História”, concluiu.


Ciências

Temendo que o fenômeno História contamine também o andamento da disciplina de Ciências, o MEC já se antecipa às polêmicas e acaba de convidar entidades representativas para darem suporte às discussões.

Entre as participantes, a Associação Brasileira de Ensino de Biologia (Sbenbio), a Sociedade Brasileira de Física (SBF), a Sociedade Brasileira de Química (SBQ), a Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (Abrapec) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).


Ainda dá tempo de participar

O prazo final para que o documento esteja pronto é junho de 2016. Há dois tipos de contribuições a serem incorporadas à proposta preliminar: as enviadas pelo portal por qualquer pessoa que quiser fazer o cadastro e as avaliações produzidas por "leitores críticos", um grupo de profissionais e especialistas nas áreas do conhecimento da Base, que foram convidados pelo MEC para ler a proposta.

Até 15 de março a consulta pública continua. Qualquer cidadão pode participar após se cadastrar no site  oficial da Base Nacional Comum.