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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A sua próxima corrida será na Praia da Bica. Você conhece?

Localizada no Jardim Guanabara, a Praia da Bica era um daqueles pontos cariocas que costumavam reunir os moradores não só da Ilha do Governador, mas também das regiões vizinhas, como a Baixada Fluminense. Mas o aumento da poluição da sua água e sua areia começou a afastar as pessoas em meados dos anos 90.

Hoje, felizmente, a realidade está mudando. Após a parceria entre a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado, foi iniciado um grande trabalho de despoluição, que gerou uma considerável melhora na qualidade da água. Com isso, o antigo ponto de encontro está voltando a ganhar força. Antes dominada por lixo e línguas negras, o cenário do local agora já atrai esportistas, banhistas e animais aquáticos.


Mas por que o nome “Praia da Bica”? A história conta que a praia recebeu esse nome por causa de um chafariz colonial instalado numa pequena elevação que costumava servir de banho ao jovem príncipe D. Pedro, mais tarde D. Pedro I (1822-1831). Então, de carona com a história, esperamos que essa seja uma inspiração para que venham ainda muitos e muitos banhos dos moradores da Ilha do Governador e região. Até porque a expectativa é que, até dezembro deste ano, as obras de recuperação para eliminar o despejo de esgoto in natura na praia sejam finalizadas.


A história da Ilha

Descoberta em 1502 por navegadores portugueses, os Temiminós foram os seus primeiros habitantes. Chamavam-na de Ilha de Paranapuã, sendo também chamada de Ilha dos Maracajás (espécie de grandes felinos, então abundantes na região), pelos Tamoios, inimigos dos Temiminó.

Terra natal de Araribóia, foi abandonada pelos Temiminós em consequência dos ataques de inimigos Tamoios e traficantes franceses de pau-brasil, os quais foram definitivamente expulsos em 1567, pelos portugueses. O atual nome, Ilha do Governador, surgiu somente a partir do dia 5 de setembro de 1567, quando o Governador Geral do então Estado do Brasil (e interino da Capitania do Rio de Janeiro) Mem de Sá doou ao seu sobrinho, Salvador Correia de Sá (o Velho), Governador e Capitão-general da Capitania Real do Rio de Janeiro de 1568 a 1572), mais da metade do seu território. Correia de Sá, futuro governador da capitania, transformou-se em um latifúndio produtor de cana-de-açúcar, onde um engenho produzia açúcar, exportado para a Europa nos séculos XVI, XVII e XVIII.

No século XIX, o Príncipe-Regente D. João utilizou o seu espaço como coutada para a caça. Segundo a tradição, conta-se que a Praia da Bica recebeu este nome por uma fonte que costumava servir de banho ao jovem príncipe D. Pedro, mais tarde D. Pedro I (1822-1831). O desenvolvimento da Ilha do Governador, entretanto, só ocorreu a partir da ligação regular da ilha com o continente, efetuada por barcas a vapor com atracadouro na Freguesia desde 1838. Mais tarde, outros atracadouros foram construídos no Galeão e na Ribeira, integrando a área à economia do café e à atividade industrial (produção de cerâmica).

No início do século XX, os bondes chegaram à Ilha, efetuando a ligação interna de Cocotá à Ribeira (1922), percurso estendido posteriormente até ao Bananal e a outros pontos. Também é neste século que se instalam as unidades militares: a Base Aérea do Galeão, os quartéis dos Fuzileiros Navais e a Estação de Rádio da Marinha, época em que o bairro se constituía num balneário para a classe média da cidade do Rio de Janeiro.

Em 23 de julho de 1981, através do Decreto nº 3.157, do então prefeito Júlio Coutinho, ao tempo do Governador Chagas Freitas, o bairro da Ilha do Governador foi oficialmente extinto e transformado nos seus atuais quatorze bairros oficiais.


Corrida Soul Carioca
No próximo dia 20 de março, o circuito de Corridas que tem a alma carioca proporcionará ao participante um evento com estas paisagens de tirar o fôlego. A segunda etapa da Soul Carioca será realizada pela primeira vez na Ilha do Governador, na Praia da Bica. As inscrições já estão abertas e você pode garantir a sua vaga no Portal do Associado.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

4 coisas que você precisa saber sobre a Rio 2016



O ponto de partida:
A escolha para que o Rio de Janeiro sediasse as Olimpíadas 2016 foi feita durante a 121ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional (COI), que aconteceu em Copenhague, Dinamarca, em 2 de outubro de 2009. Esse marco histórico, que coloca a América do Sul pela primeira vez como sede, ocorrerá entre os dias 5 e 21 de agosto, com abertura e encerramento no Estádio do Maracanã. Serão disputadas 28 modalidades, totalizando 42 esportes, duas a mais em relação aos Jogos Olímpicos de Verão de 2012.

Rio 2016 em números:
Você sabia que para os Jogos Olímpicos Rio 2016 acontecerem serão necessários: 11 milhões de refeições, 100 mil cadeiras, 25 mil bolas de tênis, 8.400 petecas, 72 mil mesas, 315 cavalos, 34 mil camas, 60 mil cabides, 45 mil voluntários, 85 mil terceirizados e 6.500 funcionários?

Em 17 dias serão disputadas 306 provas com medalhas, sendo 136 femininas, 161 masculinas e 9 mistas. Cerca de 10.500 atletas de 206 países participarão nos 32 locais de competição espalhados em quatro regiões da cidade: 9 em Deodoro, 4 no Maracanã, 4 em Copacabana e 15 na Barra da Tijuca. Para aperfeiçoar os locais de competição, 39 eventos testes terão sido realizados até maio deste ano.


Tocha Olímpica:

A Tocha Olímpica vai viajar por todo o Brasil. Serão cerca de 90 dias de revezamento passando por mais de 300 cidades do país. Mais de 10 mil pessoas foram indicadas e medalhista Robson Caetano é um dos possíveis condutores da Tocha Olímpica no estado do Rio de Janeiro.

O revezamento começa 100 dias antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos em Olímpia, na Grécia. De lá, a chama Olímpica viaja até o Brasil, onde começa a trilhar o seu caminho rumo ao Rio de Janeiro, sua parada final. A essência do revezamento é passar a tocha de um condutor para outro, envolvendo todo o país no clima dos Jogos.



Mascotes:

Em 23 de novembro de 2014 foram anunciadas as mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em rede nacional. Representando a fauna e flora brasileiras, a primeira é uma mistura de todos os animais e possui a característica de se esticar o quanto quiser, pular bem alto e imitar o som de qualquer animal. A segunda é uma mistura de todas as plantas das florestas brasileiras, que conhece os segredos da natureza e sabe que com criatividade, inteligência e vontade pode-se chegar onde quiser.

Após a divulgação oficial foi aberta uma votação popular pela internet para a definição dos nomes das mascotes. Dentre as três opções estavam Vinícius e Tom, Oba e Eba e Tiba Tuque e Esquindim. O escolhido foi revelado cerca de um mês depois. Vinícius e Tom, com 44% dos votos venceram essa batalha. A opção homenageia os músicos Vinícius de Moraes e Tom Jobim, dois expoentes da bossa-nova e autores de Garota de Ipanema, uma das canções brasileiras mais conhecidas no mundo. Vinícius é o nome da mascote olímpica e Tom, da paralímpica.

Quer saber mais?

Assista o vídeo oficial das Olimpíadas Rio 2016.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Turno influencia no desempenho?

Uma grande dúvida dos pais na hora da matrícula é com relação ao turno escolhido. Geralmente entram nos fatores de decisão, acessibilidade, trânsito, segurança, questões climáticas, conciliação com horário de trabalho dos responsáveis...enfim. Mas quase nunca o desempenho é incluído nessa discussão. No entanto, um estudo científico da escola de Harvard, nos Estados Unidos, inclui mais este item no processo decisório.

A pesquisa aponta que a produtividade é bem mais alta pela manhã. O documento mostra que a cada hora que passa a fadiga cognitiva vai aumentando e as notas tendem a ser 0,9% mais baixas.


E o que fazer o professor do turno da tarde?

O mesmo estudo aponta uma saída. As provas aplicadas fora do turno da manhã obtiveram melhores resultados quando feitas após meia hora de descanso. Esse crescimento chega a 1,7% no resultado.

Desta forma, o professor pode utilizar esse dado a seu favor. Antes de cada avaliação, ele pode realizar alguma atividade lúdica ou divertida e só depois começar o exame. Ou então, sugerir que a avaliação seja aplicada após o horário do recreio.


E o turno da noite?

Geralmente é o mais prejudicado. Se a fadiga cognitiva aumenta a cada hora do dia, imagine o saldo negativo em uma prova feita por volta das 22h? Isso sem levar em consideração dois outros fatores com grande influência negativa. A hora-aula a noite é de apenas 40 minutos, ou seja, dez a menos do que nos demais turnos.

Além disso, geralmente quem estuda à noite é porque trabalha e já chega cansado da jornada anterior. Isso torna ainda mais necessário o incentivo a uma atividade relaxante com a turma antes de começar a prova.

A autora do estudo, Francesca Gino teve o trabalho publicado na conceituada revista Academy of Sciences. Foram analisados mais de 2 milhões de testes de alunos entre 8 e 15 anos que frequentaram escolas públicas da Dinamarca. É claro que a realidade é bem diferente da nossa brasileira. Mas isso não inviabiliza a aplicabilidade do estudo no nosso dia a dia. Pelo contrário, essas características devem ser ainda mais acentuadas por aqui.

Os que dão aulas de manhã muito cedo, sabe que, na prática, embora o aluno esteja descansado, não significa que esteja desperto. Dois fatores chocam de frente com o estudo dinamarquês. Primeiro, se o estudante é adolescente, o desenvolvimento de hormônios modifica seu horário de sono. Fora isso, as tentações juvenis dos games, TV e baladas nem sempre deixam que ele possa descansar o necessário. Portanto, para poder aproveitar esse potencial natural do turno da manhã mostrado na pesquisa é fundamental a colaboração dos pais com um maior controle e, sobretudo, a conscientização dos próprios alunos.

Quem trabalha a tarde também sofre na pele, neste caso mais os efeitos climáticos. Mesmo com salas refrigeradas, quase nunca dão vazão ao forte calor carioca o que parece fazer derreter a atenção dos estudantes. A sensação de sonolência, após o almoço, parece inevitável não só para o aluno como também para o professor.

Já à noite, enfrentamos nas grandes cidades brasileiras outros problemas: a mobilidade e a violência. Esses dois fatores conjugados estão, na prática, diminuindo ainda mais a duração útil do turno escolar.

Grandes engarrafamentos e meios de transporte superlotados fazem com que, além de boa parte da turma chegue atrasada, ainda comece a aula já exaustos. Fora que o medo da violência e a diminuição dos transportes públicos no avanço da noite fazem com que parte da turma acabe saindo mais cedo e não acompanhando até o final.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Médico dá dicas para adaptação ao fim do horário de verão






























Depois de mais de 120 dias acordando uma hora mais cedo, neste domingo (21), milhares de pessoas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, terão que atrasar os relógios em uma hora, e assim voltar ao período normal de sono. Algumas medidas podem ser adotadas para que as pessoas, que costumam sofrer com as alterações no horário, não sintam tanto os efeitos da mudança.

O médico endocrinologista da Appai, Nilmo Sabino, garante que por ser de apenas uma hora não há grandes problemas na readaptação ao horário normal. “O maior problema encontrado é no ritmo do sono porque a alternância claro/escuro mexe com nosso ritmo circadiano (período de 24 horas que se baseia o ciclo biológico), que é controlado pela exposição a luz. Dessa forma, como no horário de verão ainda acordamos no escuro essa adaptação tem que ocorrer quando ele termina”, explica.

Segundo o especialista, alguns estudos sugerem que o corpo demora entre 10 e 14 dias para se readaptar a nova rotina, mas ainda não há nada que comprove isso. “Para facilitar a readaptação, recomendo que as pessoas retomem o ritmo normal e deixem o ciclo biológico fluir naturalmente. Na hora de dormir, evite bebidas estimulantes e não fique na cama além do horário previsto”, exemplifica.

Dr. Nilmo ressalta ainda que os idosos, como tendem a dormir menos, sofrem um pouco mais. Entretanto não terão dificuldades e nem repercussões maiores em seu organismo. “Em hipertensos ou diabéticos, também não há nenhum comprometimento maior. Alguns ciclos hormonais são afetados, mas a adaptação é rápida”, enfatiza.

O principal objetivo do horário de verão é aproveitar melhor a luz solar durante o período do verão, além de estimular o uso consciente da energia elétrica. Entre os meses de outubro e fevereiro, os dias têm maior duração nas regiões subtropicais, por causa da posição da Terra em relação ao Sol. Com o adiantamento de uma hora nos relógios, há uma redução no consumo de energia elétrica durante o período de maior demanda de energia.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, nos últimos dez anos, o horário diferenciado em parte do país durante o verão tem possibilitado uma redução média de 4,6% na demanda por energia no horário de pico.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Especial Olimpíadas - Nomes que se destacaram nos jogos






Uma das dinâmicas mais bacanas para trabalhar em sala de aula quando o assunto é Jogos Olímpicos é poder apresentar os protagonistas dessas proezas que levaram o Brasil ao reconhecimento mundial. Neste terceiro post da série vamos citar alguns deles e explicar por que cada atleta teve destaque nas competições.

1. Guilherme Paraense
Foi o primeiro atleta brasileiro a conquistar uma medalha de ouro olímpica, em 1920. Na ocasião, Paraense, do tiro, competia com um revólver emprestado da delegação americana, porque um vendaval encheu sua arma de areia e a estragou.
Outros nomes:
• Afrânio da Costa
 Dário Barbosa

2. Maria Lenk
Foi a primeira mulher brasileira a participar de uma Olimpíada. Mais do que isso: foi a primeira atleta sul-americana na competição. Tinha apenas 17 anos e participou dos Jogos realizados em Los Angeles. Chegou às semifinais da natação, na modalidade 200m peito.



3. João do Pulo
João Carlos de Oliveira (João do Pulo) foi um dos grandes nomes do salto brasileiro. Nunca levou o ouro olímpico, mas foi um atleta que impulsionou a modalidade e serviu de exemplo para outros competidores brasileiros.


4. Torben Grael
Brasileiro que coleciona medalhas olímpicas de todas as cores. O iatista, apelidado de Turbina, conquistou cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro. A paixão pela vela está na família: Grael aprendeu a velejar com o avô aos cinco anos de idade e iniciou a carreira ao lado do irmão Lars Grael, também medalhista olímpico.

Outros nomes:
Robert Scheidt

5. Oscar Schmidt
É um dos maiores atletas do basquete brasileiro de todos os tempos. Nunca levou uma medalha de ouro para a casa, mas participou de cinco Olimpíadas: Moscou, Los Angeles, Seul, Barcelona e Atlanta. Embora nunca tenha subido no lugar mais alto do pódio, é o atleta com o maior número de pontos no basquete olímpico: 1.093.



6. Joaquim Cruz
O único atleta brasileiro a vencer uma prova de pista em uma Olimpíada. Desembarcou em Los Angeles como uma das grandes promessas para a competição. Nos Jogos, foi melhorando o tempo a cada corrida e, na última competição do 800m, bateu o recorde mundial, chegando 3 metros à frente do britânico Sebastian Coe.


7. Gustavo Borges
Referência na natação nacional e exemplo para uma linhagem de atletas olímpicos que hoje arrasam nas piscinas. A primeira medalha, de prata, viria em Barcelona, mas foi em Atlanta que Gustavo se consagrou: além de uma medalha de prata e outra de bronze, dividiu o pódio com o brasileiro Fernando Scherer (Xuxa), com quem competiu no revezamento 4 x 100m livre.


8. Diego Hypólito
Sua primeira aparição foi nos Jogos Olímpicos de Pequim, na China. No evento, Diego se apresentou em dois aparelhos durante a fase qualificatória: salto e solo. No salto, só executou o primeiro e não pôde ir à final. Já no solo obteve 15.950 pontos e classificou-se na primeira posição.


9. Daiane dos Santos
Daiane fez parte da primeira seleção brasileira completa a disputar uma edição olímpica, nos Jogos de Atenas, repetindo a presença nas edições seguintes, nas Olimpíadas de Pequim e Londres.


10. Maurren Maggi
Oito anos depois de entrar como uma das favoritas em Sydney 2000, a saltadora e velocista brasileira tornou-se o maior nome da história do atletismo feminino do Brasil ao ganhar a medalha de ouro no salto em distância dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, saltando 7,04 metros.


11. César Cielo Filho
Em Pequim ganhou a primeira medalha de bronze na prova dos 100 metros livre. Já nos 50 metros livre, conquistou a medalha de ouro, quebrando o recorde olímpico com o tempo de 21s30, ficando a dois centésimos do recorde mundial (21s28), e se tornou o primeiro brasileiro campeão olímpico na natação.


12. Hortência
A ex-jogadora de basquete brasileira é considerada uma das maiores atletas de basquetebol de todos os tempos. Na modalidade feminina, a equipe do Brasil conquistou uma inédita prata olímpica ao perder a final para a tradicional equipe dos Estados Unidos.

13. Robson Caetano
Especializado em corridas de curta distância, participou de quatro Jogos Olímpicos, ganhando duas medalhas de bronze, uma nos 200 metros rasos, em Seul 1988, e outra no revezamento 4x100 m, em Atlanta 1996.


14. Márcia Narloch
Considerada a melhor do país no atletismo feminino brasileiro, Márcia participou de 3 Olimpíadas: Barcelona, Atlanta e Atenas. Atualmente é coordenadora dos Polos de Corrida do Benefício Caminhadas & Corridas da Appai.


15. Giba
Um dos maiores nomes do vôlei na história, Giba participou de 3 Olimpíadas. Em 2004, conquistou medalha de ouro em Atenas. Já em 2008, em Pequim, e 2012, em Londres, levou a medalha de prata.


Outros nomes:
Bernard Rajzman
Bernardinho

16. Guga
Gustavo Kuerten é considerado o maior tenista da história do Brasil e um dos maiores da história mundial desse esporte. Guga participou das Olimpíadas de Sidney e de Atenas.






Outro nome:
Maria Esther Bueno

17. Tiago Camilo
Medalhista olímpico de prata com apenas 18 anos, nos Jogos de Sydney, Tiago Camilo repetiu o feito em 2008, nos Jogos de Pequim, dessa vez conquistando a medalha de bronze.



Outros nomes:

Lembrando que os posts serão publicados durante o mês de fevereiro. O próximo apresentará todas as novidades sobre os Jogos Olímpicos 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro. Até lá!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Revista Appai Educar: As férias acabaram, e agora?


Durante o período de férias a criança tem uma grande liberdade para escolher as suas atividades. Ao voltar o ano letivo, muitas estranham a “obrigação” de realizar exercícios preestabelecidos. Mas como os educadores e os pais podem preparar o aluno para retomar a rotina? Em uma entrevista exclusiva, a pedagoga e professora da Universidade Estácio de Sá Denise Tinoco orienta pais e professores acerca do que pode ser feito para ajudar o aluno a se adaptar à volta às aulas. Confira essa e outras matérias na próxima edição da Revista Appai Educar.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

PPAS: um dia mágico de incentivo à leitura


Fome de Leitura. E que fome! A garotada demonstrou não só apetite pelos lanches doados pela Appai como pelos livros espalhados por várias estantes. Até mesmo um mosaico gigante formado por mais de 10 mil obras materializou o idealizador da Ação da Cidadania, o sociólogo Herbert de Souza, no Centro Cultural da Ação da Cidadania, na Gamboa. A Appai e o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) apoiaram a iniciativa organizada pela Central de Assistência dos Advogados do Rio de Janeiro (Caarj).

O projeto ofereceu oficinas de arte, de música, com o grupo Vozes do Coração, e rodas de leitura com a presença de autores como Bia Bedran, Arnaldo Niskier e Míriam Leitão. E a Associação de Professores participou dessa confraternização levando uma tenda decorada, onde voluntários apresentaram às crianças e jovens brincadeiras antigas. Através dessas dinâmicas, o que não faltou foi interatividade.

De acordo com Marcello Oliveira, presidente da Caarj, a campanha superou todas as expectativas. “Nos mostrou como esse tema desperta interesse e é bem recebido pela sociedade. Além da imensa quantidade de livros, acho que plantamos uma semente para o futuro”, afirmou. As obras arrecadadas abastecerão os 34 Espaços de Leitura e 18 creches comunitárias que fazem parte da rede de comitês da ONG. Já o assessor especial da Ação da Cidadania, Daniel Souza, diz ter orgulho do movimento criado em conjunto com a advocacia. “São muitas fomes que ainda persistem no nosso país, e a fome por uma boa educação talvez seja a mais emergencial. Esta campanha é fundamental por apresentar os livros para as crianças e jovens dos comitês da Ação da Cidadania”, explicou.

Márcia Marinho, do Programa de Projetos e Ações Sociais da Appai, acrescenta que o Fome de Leitura é importante porque, além de incentivar a doação de livros e a mobilização voluntária das pessoas, contribuiu para melhorar o acervo de bibliotecas comunitárias do estado do Rio de Janeiro. “Na culminância do projeto, o Dia Mágico levou às crianças um mundo de possibilidades através da leitura, da arte, algo tão distante da realidade de milhares de brasileirinhos. E por acreditar na educação para o desenvolvimento infantil não medimos esforços para que o projeto acontecesse”, ratifica.

Em três meses de arrecadação, mais de 16 mil livros foram contabilizados, entre doações feitas por editoras e autores e as reunidas pelas subseções, em 43 pontos de coleta. Autores como Thalita Rebouças, Paula Pimenta, Silas Rodrigues, Claudia Cataldi e Marcelo Moutinho abraçaram a iniciativa e deram depoimentos incentivando a doação de obras literárias e a prática da leitura por crianças e jovens.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Especial Olimpíadas – Esportes





























No segundo post da série, abordaremos os esportes disputados nas Olimpíadas. Um assunto de grande relevância, pois nem todos são conhecidos pelo povo brasileiro em geral. Os Jogos Olímpicos do Rio em 2016 contarão com o retorno do rugby masculino, modalidade que já integrou o programa Olímpico nos anos de 1900, 1908, 1920 e 1924. Na época o esporte era disputado com 15 jogadores e neste retorno serão apenas 7 atletas, em eventos masculino e feminino. Outra novidade para a edição dos Jogos em 2016 é que, pela primeira vez na história, vai ser realizado um torneio feminino de golfe. Ao todo serão disputados 42 esportes. Conheça cada um deles e as suas peculiaridades.


Lembrando que os posts serão publicados durante o mês de fevereiro. O próximo abordará os nomes que se destacaram nas Olimpíadas. Até lá!


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

De onde surgiu a expressão escola de samba?





























Por que os grupos culturais que têm como apoteose os desfiles durante o carnaval recebem o nome de Escola? Devido à estrutura dessas agremiações hoje em dia, muitos devem atribuir ao fato de a maioria desenvolver trabalhos sociais e estarem envolvidas na preservação de sua cultura entre os mais jovens.

Outros, menos engajados, já fazem associação com o local, que nesse caso, além dos desfiles, abrigaria uma espécie de escola de dança, como se para sambar bastasse apenas técnica, e não o dom. Abro um parêntese para dizer que, embora carioca da gema, não tenho nenhuma ginga e não vai ter escola que consiga me dar esse molejo carnavalesco. Ou seja, o samba pode aperfeiçoar, mas, sem vocação, não tem escola que dê jeito.

Pode-se especular também sobre as tentativas de legitimar esses grupos como propulsores da cultura popular brasileira, retirando-os assim da marginalidade, já que no início eram perseguidos pela polícia, presos e tinham seus instrumentos destruídos! Esse processo de legitimação ganhou fôlego anos mais tarde, durante a Ditadura Vargas, quando o samba foi escolhido (dentre os demais gêneros existentes) para ser o ritmo nacional. No entanto, pela lógica da época, as suas manifestações culturais populares precisavam ser “saneadas” pelo governo de modo que pudessem ser ensinadas aos demais brasileiros de todo o país que não faziam parte desse ambiente.

Essas hipóteses não raramente são repetidas até por muitos professores em sala de aula quando questionados pelos alunos. Na verdade somos induzidos ao erro por parecerem lógicas e politicamente adequadas à estrutura que observamos hoje dessas sociedades. Mas vale ressaltar que essas entidades surgiram com formatos, tamanho e atuações bem diferentes das que conhecemos agora. Portanto, essas versões que parecem bem lógicas para os dias de hoje não se encaixavam na conjuntura desses grupos naquela época.

Duas Versões: Você Decide
Como nasceu de uma “arte marginal” e das camadas menos favorecidas da população, existem poucos registros oficiais, e boa parte do que se sabe a respeito da formação desses grupos foi obtido através da História Oral, que, como sabemos, muitas vezes é traída pela distância temporal, memória e emoção. As versões podem ser diferentes, mas em comum o protagonismo da DEIXA FALAR.

Em 1928, o bloco União Faz a Força se reestrutura e surge o DEIXA FALAR. As reuniões ocorriam bem em frente ao Colégio Normal do Largo do Estácio, que depois mudou de endereço e nome para o Instituto de Educação, na Rua Mariz e Barros. Daí a “Escola” foi usada como referência geográfica e aos poucos foi incorporada ao nome do grupo carnavalesco.

Outra versão: o ritmo samba já extrapolava as fronteiras dos morros e áreas carentes e começava a atrair a classe média, ganhando cada vez mais espaço em outros ambientes, como áreas de Boemia, Salões de Dança e o próprio carnaval (antes a Festa de Momo não era restrita a esse ritmo como hoje, o que predominava eram ritmos como o maxixe, marchinhas e gêneros de gafieiras). Depois da primeira gravação de um samba, registrada pela Biblioteca Nacional (“Pelo Telefone”, de autoria de Donga), esse ritmo passou a ser cantado por vários blocos, cordões carnavalescos e grandes sociedades.

Para poder puxar o público para acompanhar o desfile, introduziu-se o surdo como marcação no novato samba, e a melodia passou a ser executada com notas mais longas e os andamentos mais acelerados. Assim, surgia o embrião do que hoje chamamos de samba-enredo, que arrematava as massas para seguir o grupo carnavalesco. A introdução dessas novidades pelos ritmistas e compositores provocou uma verdadeira evolução nos desfiles a partir de então. Assim, os sambistas da DEIXA FALAR passaram a gozar de tanto prestígio entre as demais entidades e a população, que começaram a ser chamados de professores. E qual é o lugar do professor? A escola.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Repelente e Protetor Solar: seus aliados durante a atividade física


Com o surto de Dengue, Zika e Chikungunya (em outro post já explicamos a diferença. Leia aqui) que acomete o país, prevenir-se contra a picada do mosquito Aedes Aegypti é o primeiro passo para diminuir suas chances de infecção. Se você for participar de um de nossos eventos de corrida e esquecer o repelente, lembre-se que a Appai possui este material a sua disposição na tenda do Programa Saúde 10. Lá você também encontrará protetor solar. Afinal, mesmo nas primeiras horas da manhã já precisa estar protegido. Além disso, conversamos com um especialista que vai explicar a importância e a melhor forma de usá-los. Confira:


A primeira e mais frequente dúvida é em relação à eficácia do repelente no combate à dengue. De acordo com o médico endocrinologista da Appai, Nilmo Sabino, o uso do repelente é de extrema importância, pois afasta o mosquito transmissor Aedes aegypti e previne as doenças causadas por ele. Lembrando que a proteção não é total, já que, mesmo com seu uso, podem ocorrer picadas. Por isso, medidas adicionais devem ser tomadas, como controle dos criadouros, evitar ir a áreas onde haja muito mosquito, fechar portas e janelas antes de escurecer, utilizar inseticidas dentro de casa, apostar em telas, usar roupas longas e meias.




















O especialista ressalta ainda que não há uma ordem de aplicação do repelente e protetor solar. “Tanto faz passar um ou outro primeiro, o importante é dar um intervalo de 10 a 15 minutos entre os produtos para facilitar a absorção. A aplicação deve ser repetida a cada 3 horas, pois o tempo médio de ação entre os repelentes varia muito”, explica.

Além disso, ele alerta que grávidas e crianças com menos de 2 anos não devem usar repelente sem orientação médica. “Para os bebês só estão indicados os métodos de barreira, como véus, mosquiteiros etc. Dos 6 meses até os 2 anos deve-se aplicar nas costas, pernas e braços, com cuidado para não passar nas mãos para que a criança não leve à boca”, enfatiza o médico.

Como já sabemos, o mosquito transmissor aproveita as chuvas de verão para se proliferar em poças deixadas pelo nosso descuido irresponsável. O sol, por outro lado, é forte nesta época e também exige atenção. Ficar exposto sem um protetor pode gerar efeitos na pele a curto prazo, isto é, as desconfortáveis queimaduras, que nos impedem de andar, sentar ou dormir. A longo prazo, o excesso pode causar manchas ou doenças potencialmente graves como o câncer. “O nosso país é tropical e a incidência dos raios solares é intensa, de forma que todos devem usar protetor quando ficarem expostos”, lembra Nilmo Sabino.

Portanto, a ordem é se proteger dos dois: do sol e do mosquito Aedes aegypti. E se você é nosso associado, não deixe de passar na tenda do Saúde 10 e solicitar o seu repelente e protetor solar. “Além de ajudar a prevenir doenças induz um caráter educativo no cuidado que cada pessoa deve ter consigo mesma”, finaliza o médico.