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Alunos alfabetizados com 7 anos de idade



É a principal mudança no Novo projeto da Base Nacional Comum Curricular

Os estudantes da Educação Infantil em todo o país terão de ser alfabetizados mais cedo. A mudança faz parte da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e foi anunciada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho. Até o 2º ano do ensino fundamental, geralmente aos 7 anos, os alunos deverão ser capazes de ler e escrever bilhetes e cartas em meios impresso e digital. Além disso, aprenderão conteúdos de estatística e probabilidade. O texto foi entregue ao Conselho Nacional de Educação (CNE) para avaliação, antes da sua homologação pelo Ministério da Educação (MEC).

Mendonça defendeu a antecipação das séries nas quais deve ser realizada a alfabetização como uma ferramenta de igualdade social, referindo que as crianças do Brasil, as mais pobres, têm o direito de ser alfabetizadas ao mesmo tempo que aquelas das escolas privadas, que são utilizadas pelas pessoas mais abastadas da sociedade. Assim, haverá mais equidade e oportunidade ao ser assegurado esse direito aos alunos do ciclo infantil público. O ministro da Educação ainda afirmou que o governo dará apoio para que estados e municípios adaptem os currículos escolares. Só a partir da homologação (prevista para o segundo semestre de 2017) as instituições poderão redefinir seus currículos, respeitando um prazo de 2 anos para que todas as redes de educação estejam nesses moldes.

A psicopedagoga Cynthia Wood Passianotto, especializada em psicoterapia da criança e do adolescente e em neuropsicologia, explica que é possível alfabetizar algumas crianças até os sete anos de idade, mas nem todas se encaixam nessa situação. De acordo com ela, a opção das escolas particulares em usar os dois primeiros anos do novo ensino fundamental para a alfabetização provoca um “descompasso” e não é o cenário ideal, já que as crianças só estão “neuropsicologicamente” formadas para a alfabetização aos sete anos. “Aos seis anos elas ainda precisam da educação infantil para desenvolver a coordenação motora e as habilidades sociais. Sendo assim, elas não conseguem se alfabetizar, justamente por não terem condições de aprender a ler e a escrever”, respalda.

A Presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), Luciana Barros de Almeida, sinaliza que, embora a fase de alfabetização infantil seja um ciclo que começa aos seis anos e termina aos oito, seu “ápice” ocorre entre os seis e sete anos de idade. Porém, ela diz que as condições motoras e emocionais têm um desenvolvimento gradual, e as crianças podem apresentar diferenças neste processo, o que exige o acompanhamento bem de perto da equipe escolar e dos pais. “Apesar da proposição de que a alfabetização ocorra até o 2º ano do ensino fundamental (7 anos), se uma criança não consegue inicialmente, isso não é um problema apenas dela. Pelo contrário, requer mais a dedicação dos adultos envolvidos (família, professor, demais profissionais). Todo desenvolvimento requer envolvimento de todos”, corrobora Luciana.

Em contrapartida, a secretária-executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, justificou a decisão citando que isso já acontece nas escolas particulares, afirmando se tratar de uma questão de equidade e de uma tendência mundial. “Não faz sentido esperarmos até o terceiro ano, quando a criança conclui com oito, às vezes com nove anos de idade, para que ela esteja plenamente alfabetizada. Se nas instituições privadas isso já é uma realidade, nós precisamos fazer com que isso aconteça em todas as escolas”, afirmou ela.

Ao final do processo, a mudança deve atingir 7,5 milhões de alunos de 4 a 8 anos, entre pré-escola e ensino infantil, além de exigir mudanças em pelo menos 146 mil escolas públicas.

E você, professor, qual a sua opinião sobre a diminuição de idade para o início da alfabetização? Deixe seu comentário abaixo.

Fonte: Ministério da Educação | Globo Educação

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