Pular para o conteúdo principal

EDUCAÇÃO INOVADORA - O uso das tecnologias digitais


Desde os primeiros registros da presença do homem, há mais de dois milhões de anos, na Idade da Pedra Lascada, ele faz uso de tecnologias. Os primeiros artefatos produzidos foram destinados a “viabilizar” a sobrevivência humana. Uma talha ou uma pedra lascada servia como arma para defesa ou como ferramenta para qualquer tipo de corte; tratava-se de um aparato tecnológico muito potente para a época. Depois dela foram produzidos milhares de novos artefatos tecnológicos para facilitar nossa vida. Observe que a definição “aparato tecnológico” faz referência à tecnologia, que significa o conjunto dos instrumentos, métodos e técnicas que permitem o aproveitamento prático do conhecimento científico.

A escola de hoje está carregada de tecnologias “da época do vovô”, tais como o quadro, o caderno, o lápis, o livro impresso – há pouco tempo, algumas tinham até TV de válvula (analógica) –, mas também está permeada pela chamada TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC), que pode ser definida como um conjunto de recursos tecnológicos de computação digital surgidos no contexto da revolução informacional, da revolução telemática, desenvolvidos principalmente nos anos 1990, e utilizados de forma integrada, com um objetivo comum. Ana Elisa Ribeiro, no Glossário Ceale (disponível em: http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/verbetes/tecnologia-digital), define Tecnologia digital como:

Um conjunto de tecnologias que permite, principalmente, a transformação de qualquer linguagem ou dado em números, isto é, em zeros e uns (0 e 1). Uma imagem, um som, um texto ou a convergência de todos eles, que aparecem para nós na forma final da tela de um dispositivo digital na linguagem que conhecemos (imagem fixa ou em movimento, som, texto verbal), são traduzidos em números, que são lidos por dispositivos variados, que podemos chamar, genericamente, de computadores. Assim, a estrutura que está dando suporte a esta linguagem está no interior dos aparelhos e é resultado de programações que não vemos. Nesse sentido, tablets e celulares são microcomputadores.

Dessa forma, as TICs são utilizadas nas mais diferentes áreas, como, por exemplo: na indústria (automação), no comércio (gerenciamento, nas formas de publicidade), no setor econômico ou de investimentos (informação simultânea, comunicação imediata) e na educação (no processo de aprendizagem). A maioria das TICs agiliza e torna horizontal o conteúdo da comunicação, especialmente por meio do processo de digitalização e comunicação em redes, captando, transmitindo e distribuindo informações em diferentes formatos: imagem, texto, vídeo, áudio. O advento das novas tecnologias (TICs) deu origem ao que chamamos atualmente de Sociedade da Informação ou Era do Conhecimento, na qual o professor tem ao seu dispor uma infinidade de ferramentas que, conforme o modo de utilização, isto é, a escolha a partir de uma intencionalidade, pode proporcionar ao aluno um aprendizado muito mais significativo.

Nos meus primeiros anos escolares, a partir do fim da década de 1960, os professores eram transmissores de conceitos, eram eles que detinham o saber. Como não havia no Brasil computadores pessoais, quem literalmente carregava e transmitia os conceitos e saberes eram os professores e os livros. Logo que entrei na escola, como estes últimos eram relíquias nessa época, eu depositava em minha professora Maria Lúcia toda a expectativa para ter acesso a informações. Ela era o suposto saber. Porém, os tempos mudaram. Na educação contemporânea, o professor não é mais visto como alguém que assume a função de transmissor de informações. Na era digital, esse papel é realizado com propriedade por meio das novas tecnologias, em especial as digitais. Tenho insistido nesse tema, pois ainda observo grande número de professores que se dedicam a transmitir informações, em detrimento de sua função mais importante, que é cuidar do que realmente importa, ou seja, orientar os caminhos para transformar informação em conhecimento.

É fato também que, se o professor não sabe como gerar boas aprendizagens nem quais caminhos deve tomar, nenhuma tecnologia lhe será favorável. Uma boa analogia para isso, para facilitar a compreensão é: se você sabe preparar uma bela refeição e tem tecnologia a seu favor, seu prato ficará pronto de forma muito mais rápida e eficiente, concorda? Mas o contrário também é verdadeiro. Se você não sabe cozinhar, não conhece os segredos da boa culinária, corre o risco de colocar todos os ingredientes numa supermáquina (tecnologia) e o resultado final ser desastroso.
O bom professor é aquele que sabe usar a mente em primeiro lugar, e que, sabendo empregar seus recursos cognitivos, suas funções superiores, decide como, e a melhor forma de, usar determinada tecnologia.

O professor não deixou de pesquisar, estudar, atualizar-se e saber. Ele busca, informa-se e transforma a informação em conhecimento para si mesmo. Porém, o que não é mais adequado a esta era é ele ainda se imaginar um transmissor de informações para os alunos e, pior ainda, passar um longo período perdendo um tempo precioso que poderia ser de orientação para a boa e significativa aprendizagem.

É exatamente aí que entra em cena a tecnologia digital, que se coloca à disposição do professor para que ele possa realizar, melhor ainda, a sua função, o seu papel.

Para saber mais sobre o assunto, verifique a lista de Novas Tecnologias da Informação e Comunicação:

  • Computadores pessoais (Pcs, personal computers):
  • Câmeras de vídeo e foto para computador ou webcams;
  • Gravações domésticas de CDs e DVDs;
  • Diversos suportes para guardar e portar dados, como os disquetes (de tamanhos mais variados), discos rígidos ou Hds, cartões de memória, pen-drives, zip drives e assemelhados.
  • Telefonia móvel (telemóveis ou telefones celulares).
  • TV por assinatura:
  • TV a cabo;
  • TV por antena parabólica.
  • Correio eletrônico (e-mail):
  • Listas de discussão (mailing lists).
  • Internet:
  • World Wide Web (principal interface gráfica da internet);
– Websites e homepages;
– Quadros de discussão (message boards);
  • Streaming (fluxo contínuo de áudio e vídeo via internet);
  • Podcasting (transmissão sob demanda de áudio e vídeo via internet).
  • Tecnologias digitais de captação e tratamento de imagens e sons:
  • Captura eletrônica ou digitalização de imagens (scanners);
  • Fotografia digital;
  • Vídeo digital;
  • Cinema digital (da captação à exibição);
  • Som digital;
  • TV digital e rádio digital.
  • Tecnologias de acesso remoto (sem fio ou wireless):
  • Wi-Fi;
  • Bluetooth;
  • RFID;
  • EPVC.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Novas_tecnologias_de_informa%C3%A7%C3%A3o_e_comunica%C3%A7%C3%A3o.

Comentários

  1. Gostei muito, esclarecedor.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada por acompanhar os textos. Na semana que vem vamos falar sobre metodologia híbrida de aprendizagem e contamos com a sua participação.

      Excluir
  2. Eu nunca tinha pensado em tecnologia presente lá desde os primeiros homens... Texto muito claro, aprendi e gostei!

    ResponderExcluir
  3. Querida, obrigada por suas palavras. Bom saber que valeu. Bj

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Deixe seu comentário aqui.

Postagens mais visitadas deste blog

Pedro II abre concurso federal para professor

Segue até o próximo dia 17 as inscrições para o concurso para preenchimento de vagas para novos professores no tradicional Colégio Pedro II. São 14 cargos efetivos nos ensinos Básico, Técnico e Tecnológico. Além disso os organizadores aproveitam para criar um banco de reservas para cada disciplina oferecida.
As inscrições são somente virtuais pelo site www.cp2.g12.br. Após preencher a ficha é necessário imprimir a GRU - Guia de Recolhimento da União - e efetuar o pagamento da taxa no valor de R$ 160,00. O concurso terá validade de 1 ano e poderá ser prorrogado por igual período.
Pertencente ao Governo Federal, o Pedro II é o terceiro colégio mais antigo do país ainda em atividade, depois do Ginásio Pernambucano e do Atheneu Norte-Riograndense. O Pedro II tem 13 mil alunos que estudam em 14 campi, sendo 12 no município do Rio de Janeiro, um em Niterói e um em Duque de Caxias, além de uma unidade de educação infantil.
Salário pode dobrar com titulação profissional O salário básico é de R$ 4…

Passo a passo para utilizar o Benefício Boa Viagem

Olá, associado! Ainda tem dúvidas em relação ao Benefício Boa Viagem? No post de hoje vamos esclarecer essas questões e ainda mostrar o passo a passo de como utilizar este benefício.
1 – Leia o Regulamento O primeiro passo é ler o regulamento e ficar atento às regras, cláusulas e condições do benefício. O regulamento está disponível em: http://www.appai.org.br/beneficio-boa-viagem.aspx
Site da Appai → Benefício Boa Viagem → Regulamento

2 – Pousadas Conveniadas O associado e beneficiário, regulares na Appai, deverão verificar os hotéis e pousadas no Guia do Associado ou em nosso site e fazer a sua escolha. São diversas opções de roteiros, que vão desde a calmaria da região serrana até as mais belas praias do Estado do Rio de Janeiro.
Site da Appai → Benefício Boa Viagem → Destinos e Pousadas

3 – Reservas Depois de escolher o destino e a pousada de sua preferência, o associado e/ou beneficiário deverão entrar em contato diretamente com o estabelecimento conveniado para fazer a reserva de estad…

A construção da imagem de Tiradentes

Uma abordagem básica possivelmente revelará que Tiradentes é o herói preferido dos brasileiros, ficando à frente de nomes de grande apelo popular, como o líder Zumbi dos Palmares ou o arrojado D. Pedro I. Apesar de a história popularmente divulgada do Mártir da Inconfidência estar repleta de elementos de valor universal, como os ideais de liberdade e justiça, o fato é que a boa imagem do inconfidente é fruto da tentativa de acomodar esse momento da história aos objetivos de quem esteve nas proximidades do poder.
Foi na República que a imagem de Tiradentes começa a ser trabalhada de forma consciente e intencional. O movimento militar, de base positivista, que derrubou a Monarquia tinha em mente o objetivo bem explícito de atuar no imaginário da população, reduzindo a influência que o sistema colonial imprimira ao longo de mais de três séculos. Tiradentes era alferes, lutava pela instalação de um regime republicano e único condenado à morte na conspiração. Elementos, portanto, bastante i…

Para além do “terra à vista”

A “certidão de nascimento do Brasil”. É como um certo senso comum habituou-se a classificar a carta escrita pelo escrivão da expedição comandada por Pedro Álvares Cabral, que contém os primeiros e mais significativos relatos sobre a terra e seus moradores. A fama e a importância historiográfica que acabou sendo atribuída a esse documento acabariam por ocultar o fato de que uma série de outros registros igualmente importantes e informativos foi produzida nos anos próximos a 1500, data em que se deu o “achamento” das terras. Alguns desses textos revelam pontos relevantes, que têm ajudado a compor o quadro tanto quanto possível real do singular encontro entre contextos tão diferentes.
Há inclusive registro de um documento anterior à própria partida das naus cabralinas, um relatório redigido por Vasco da Gama, que deixa clara uma anterior experiência do pioneiro navegante pelas águas que seriam singradas pelas frotas de Cabral. Um detalhe importante vem à tona nesse escrito. Em meio a inst…

Quem é o NATIVO DIGITAL que o PROFESSOR vai encontrar na escola?

.Os professores que atuam, hoje, conhecem bem as características dos alunos com quem vão topar nas escolas?
Para que você possa compreender e mergulhar nesse texto conosco, descubra antes a qual geração você pertence, analisando os dados abaixo:
Geração dos Baby Boomers (nascidos no período do pós-guerra, entre 1946 e 1960) Geração X (nascidos entre 1960 e 1980) Geração Y (nascidos entre 1980 e 1995) Geração Z (nascidos depois de 1995)
Agora que você já se localizou, vamos avançar compreendendo quais gerações fazem parte do grupo chamado “NATIVO DIGITAL”.
Da geração “Y” para frente é que a tecnologia digital foi se tornando presente por meio de videogames, Internet, telefone, celular, MP3, iPod. Portanto, é a partir dessa geração que a classificação “Nativo Digital” passou a existir.
Conheça o conceito de Nativo Digital (ND), formulado pelo próprio autor da expressão, Mark Prensky (2001), especialista em Tecnologia e Educação, pela Harvard School:
“Nativos digitais são aqueles que crescer…