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Mostrando postagens de Agosto, 2017

Racismo – O “pré” conceito e a discriminação em check

“Preconceito é uma ideia, um julgamento preconcebido sobre os outros, sobre os diferentes, a respeito da qual, na verdade, nós não temos um bom conhecimento. ”
Professor Doutor Kabengele Munanga, autor da frase, é também especialista em racismo, identidade, identidade negra – África e Brasil –, atua na USP e é a inspiração para este texto.
O preconceito é universal. Se fazemos parte de determinada comunidade que se considera melhor do que outra, por qualquer motivo que seja – ache que a própria cultura é melhor, a própria religião é melhor, a própria cor de pele é melhor –, o preconceito já foi instalado. Quando nos avaliamos como melhores do que os outros, criamos uma visão negativa desse outro, e isso se denomina DISCRIMINAÇÃO.
Como nasce a discriminação
A discriminação nasce da percepção que uma pessoa pode ter das diferenças entre si mesmo e os outros, entre os membros do próprio grupo e os de outros grupos. É a partir dessas diferenças que se formam os preconceitos, as discriminaçõ…

Como os europeus reescreveram o planeta

O pensamento cartesiano tratou de inaugurar na cultura ocidental o primado da razão sobre qualquer outra forma de conhecimento. Para tal elegeu a mente humana e seus atributos à condição de instância privilegiada da realidade e ponto de partida para a noção de “verdade”. Assim, um dos recursos da razão a serem prescritos e praticados foi o de nomear ou classificar estabelecendo categorias que por sua vez permitiriam uma melhor compreensão dos fenômenos. Mas medidas como essas não ficariam restritas a um procedimento didático quando passaram a estar em jogo as relações que o Ocidente viria a estabelecer com outros povos ou culturas, seja no tempo ou no espaço.
Um bom exemplo acontece na própria Europa quando artistas e pensadores da Renascença começam a ganhar prestígio no cenário cultural pelo continente. No afã de legitimar sua opção pela cultura praticada pelos antepassados greco-romanos, elegeram a cultura estabelecida a partir da ascensão do cristianismo como traço diferencial nega…

Parabéns ao supervisor escolar: um formador de formadores

Em 22 de agosto comemora-se o dia do supervisor escolar, e por isso resolvemos homenagear, com este texto, esses profissionais que assumiram uma importante função na escola da atualidade: ser formador de formadores.
Como foi e como é... A Supervisão Escolar foi instituída em 1931, e seu objetivo inicial era o controle do trabalho docente, de forma burocrática e técnica. Assim o supervisor escolar assumia um lugar na escola muito parecido com a atividade do supervisor das fábricas (da Revolução Industrial). Mas, para a alegria de todos, com as mudanças históricas ocorridas de lá para cá, aos poucos esse papel foi se transformando, a tal ponto que nos dias atuais O SUPERVISOR assume o papel de coordenador, TORNANDO-SE LÍDER E PARCEIRO DO PROFESSOR, aquele que está ligado à orientação e coordenação macro do processo ensino-aprendizagem, aquele que, junto com os professores, debate e discute o projeto político-pedagógico, o currículo da escola, a participação dos pais e da comunidade no cot…

A fotografia e o poder da imagem no mundo moderno

Da pintura como única forma de reproduzir o que os olhos presenciavam até as modernas maneiras de registrar a realidade, a fotografia descreveu uma trajetória cercada de muitas discussões a respeito do lugar que essa atividade deveria desempenhar no cotidiano das pessoas e no engrandecimento da cultura. O inventor francês Louis Daguerre foi o primeiro a criar algo que sugerisse a substituição dos artistas como forma de reproduzir visualmente a realidade. Em 1839 é anunciado o daguerreótipo, o primeiro ancestral das máquinas fotográficas. Na verdade muitos pesquisadores autônomos já haviam trabalhado e obtido alguns êxitos em desenvolver maneiras de reproduzir a imagem.
O mérito de Daguerre foi desenvolver uma máquina que dava início ao que iria se transformar numa das características que mais colaborariam para a popularização do ato de retratar: a possibilidade de cada pessoa poder utilizar sua própria câmera e produzir suas imagens, em substituição à habilidade individual de artistas …

Prestigiar o professor é o grande barato desta bienal

Conheça o trabalho de professores como você, participando das nossas tardes de autógrafo. Serão mais de 30 autores de diversos gêneros, como o colunista do blog da Appai e revisor da Revista Appai Educar, Sandro Gomes.

As três edições do Altos Papos já estão com inscrições abertas na página da Educação Continuada no Portal do Associado. Leia atentamente as condições de horário e transporte antes de confirmar sua presença.
Aproveite a visita e “seja capa” da Revista Appai Educar. Marque suas fotos com #SouAppai e apareça em nosso Facebook.
E ainda divirta-se em nosso espaço interativo e conheça um pouco mais sobre a appai.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA


O que esperamos para daqui a 50 anos?

Matéria de Língua Portuguesa da Revista Appai Educar |
Saiba como trabalhar o pensamento crítico dos seus alunos através do raciocínio lógico do filme “De volta para o futuro
Refletir sobre o passado é uma ótima forma para analisar os processos de desenvolvimento de uma nação, seja no aspecto econômico, social, político, ambiental ou cultural. Mas imaginar sobre o futuro é oportunizar pensamentos que podem conduzir a humanidade à criação de novos patamares. Assim, a trilogia do filme “De volta para o futuro”, sucesso estrondoso nos anos 1980 e 90, concebida pelo cineasta Robert Zemeckis e produzida por Steven Spielberg, mostrou cientificamente nas telas hipóteses de como o presente estaria projetado no futuro. Ou seja, como a nossa sociedade estará daqui a 30 ou 60 anos?
Através de um automóvel transformado em uma máquina do tempo, os protagonistas do longa-metragem iniciam um experimento com uma viagem de volta aos anos 1950. Eram os anos da invenção do rock’n’roll, dos filmes de James …

Desenrolando… letramento digital

O uso da leitura e da escrita leva a pessoa a uma outra condição, a um outro estado, transforma a vivência social e cultural, além de o modo de pensar, agir e viver. Traz uma verdadeira revolução! (Inspirado em Magda Soares, autoridade em Letramento).
Letramento O termo “letramento”, que defendo aqui, surgiu da palavra inglesa “literacy” (letrado) e significa, para além de ler e escrever, saber usar a leitura e a escrita de maneira competente. O que isso significa? Que não basta ser alfabetizado, não basta saber decodificar, é preciso ser alguém que sabe usar a leitura e a escrita em diferentes situações da comunicação, na vida, enxergando para além do limite do código, das letras. Um letrado convive com diferentes tipos de textos e os interpreta, interagindo sem dificuldade. Ele lê as linhas, as entrelinhas e para além das linhas, interpreta, compreende e age, utilizando esses recursos em favor do social (vivência). Ele faz relações com informações da vida, de fora do texto codificado.…

O Brasil caipira e o Brasil dos barões

Historicamente a produção agrícola tem sido a maior referência econômica para o Brasil, representada na figura da chamada “grande lavoura”, isso desde o ciclo dos engenhos de açúcar até a atualidade com o agronegócio. O único momento em que esse modelo não predominou foi durante o ciclo do ouro, que pode ser encarado como uma espécie de oásis de riquezas em meio a duas grandes culturas econômicas baseadas na terra, o Brasil dos canaviais e o dos cafezais. Mas para entender como se deu esse percurso econômico, que serve de pano de fundo a importantes mudanças culturais, precisamos recorrer a uma outra atividade, diferente das mencionadas até aqui e com valor mais histórico e cultural do que de geração de riqueza.
Trata-se da atividade dos bandeirantes, que de um modo geral era voltada para a captura de indígenas para servirem como escravos nos engenhos que então começavam a se espalhar pelo país. Como se trata de uma atividade ainda incipiente, que mal chegava a constituir um mercado, a…

Tsundoku: Japonês cria expressão única para síndrome consumista de comprar livros que nunca são lidos

Assim como se criou toda uma mitologia em que a palavra saudade só existe na língua portuguesa, há um outro vocábulo que também surge agora como único na linguagem mundial. Tsundoku: o nome que os japoneses dão ao fato de se comprar livros e não lê-los. Trata-se do enredo oposto ao do best-seller “A menina que roubava livros”, do australiano Markus Zusak.
Mas o que leva a esse comportamento? Compulsão?
Sentida em várias partes do mundo, mas por que só os japoneses definiram?
E vou além: a definição original só se aplica a livros físicos e suas empoeiradas pilhas, que vão se amontoando à espera de leitura, ou às estantes abarrotadas pelas obras aguardando por atenção. Tiro por mim, o Tsundoku já pode ser perfeitamente usado no mundo virtual. Tenho no tablet uma série de downloads nunca explorados ou sites e conteúdos salvos que provavelmente não serão lidos.
Há uma série de fatores que podem justificar esse fenômeno: a escassez de tempo cada vez mais sentida. Não podemos desprezar a concor…