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Mostrando postagens de Março, 2017

A escravização do índio no Brasil

A escravidão do africano é um item bastante disseminado e visitado da cultura brasileira, sendo algo relativamente bem conhecido pelo menos em seus aspectos mais gerais. Isso ocorre a tal ponto que o cativeiro do indígena, ao contrário, é um fato que passa despercebido da maior parte das pessoas. Essa realidade se deve, entre outras coisas, a certo lugar-comum que se manteve na tradição historiográfica brasileira que menciona a escravidão dos primeiros habitantes das terras como um elemento presente basicamente apenas nos primeiros tempos após a chegada dos europeus.
É fato que a bula anunciada pelo papa Paulo III em 1537, ao conferir humanidade aos povos originários das terras ocupadas pelas nações colonizadoras, funcionou como importante base para que os primeiros missionários atuassem para impedir que os nativos sucumbissem diante da sanha escravista dos primeiros aventureiros que chegaram ao continente com finalidade de explorar os recursos naturais e se depararam com sérios prob…

Educação 3.0 – Sobre as bases teóricas

Este é o terceiro de um conjunto de textos que oferecem as bases para o entendimento do que é Educação 3.0. Nos dois primeiros foi explanada a base filosófica, e agora serão apresentadas as bases teóricas.
Para entender o que é Educação 3.0, é preciso estar ciente de que um ciclo civilizacional (2.0) se encerra e outro se inicia. Para explicar o porquê das revoluções civilizacionais ao longo da história, vamos começar com os apontamentos feitos por Nepomuceno, especialista em Educação 3.0, que apresenta o quesito crescimento demográfico, a quantidade de um determinado grupo de pessoas por um determinado território, como um dos principais pontos para explicar a complexidade instalada nestes tempos.
A população mundial cresceu de um bilhão de pessoas, em 1800, para sete bilhões, e esse aumento populacional traz também um aumento de complexidade em todos os sentidos: econômico, financeiro, administrativo, educacional, dentre outros. Basta comparar a população de uma aldeia de esquimós …

Fantasiadas de “Miss Appai” viram atração na Corrida Rio Antigo

Quem participou da última edição do Circuito Rio Antigo, etapa Arcos da Lapa, certamente deu de cara com o trio de “Misses Appai”. Elas são educadoras, apaixonadas por cultura, arte e saúde. As associadas Marcia, Mônica Abel e Patrícia Von Abel, que mais uma vez surpreenderam no figurino preparado com todo o cuidado e cheio de referências históricas, acabaram se tornando atração no evento, sendo solicitadas a todo instante pelos outros participantes para registrar as famosas selfies.
A fantasia foi criada com o intuito de promover as corridas e demonstrar a paixão pelo estilo de vida que a Associação proporciona e incentiva através de seus muitos benefícios. Elas participam há anos e são presença garantida em diversas edições, mas de acordo com Monica Abel suas corridas preferidas são aquelas que se localizam em algum ponto turístico específico. “A prova nos Arcos da Lapa é maravilhosa. Eu adoro esse circuito. Estar num local histórico do Rio de Janeiro é tudo de bom. O benefício Camin…

A escravidão sem chibata

As representações usuais do escravismo no Brasil, como se pode ver em pinturas, textos literários, artes cênicas e novelas, costumam dar mais ênfase a momentos tortuosos daquele período, como a vida nas senzalas, os castigos físicos e as condições em geral degradantes em que viviam os cativos. No entanto, um exame mais acurado desse momento da vida nacional mostra que nem sempre a chibata foi o meio preferencial para afirmar o amplo poder dos proprietários de escravos. Houve ocasiões em que seria mais vantajoso para estes buscar algum tipo de entendimento com o cativo do que simplesmente usar os mecanismos de imposição pela violência que tinham fartamente à disposição.
Um bom exemplo disso ocorreu durante o chamado Ciclo do Ouro. Ao contrário de outras fases de exploração comercial no Brasil, como a cana-de-açúcar e o café, baseadas nas propriedades rurais, a exploração aurífera se caracterizou por seu caráter fundamentalmente urbano, como se pode constatar, por exemplo, nas cidades hi…

Será que a escola vai ser sempre do mesmo jeito?

Na semana anterior, lançamos o primeiro de uma série de textos nos quais serão apresentadas, ao longo das próximas quatro semanas, a base para a compreensão do que é uma Educação 3.0 e as revoluções que estão inseridas nesse contexto, em especial a revolução digital pela qual estamos passando. Essa base para entendimento do tema é composta por três dimensões: Filosófica (introduzida no texto da semana anterior), Teórica e Metodológica.
No texto de hoje, vamos dar sequência à base filosófica já iniciada, por isso a denominamos Base Filosófica 2, tendo como referência as reflexões e conteúdos desenvolvidos pelo pesquisador e autor, doutor em Ciência da Informação, Carlos Nepomuceno, estudioso da Educação 3.0.

A PERGUNTA QUE PERMANECE
Será que a escola vai ser sempre do mesmo jeito? Para responder a essa pergunta, é preciso ter uma noção clara das bases que sustentam as instituições atuais. O que chamamos de escola tem origem no contexto da escrita impressa, cujo início se deu em 1450, na …

O mito dos bandeirantes

Até o primeiro quartel do século XIX aquela que é hoje a maior metrópole brasileira não passava de uma cidade bucólica e com fortes laços com o passado colonial. As grandes mudanças que transformariam o Brasil após a Independência haveriam de repercutir no desenvolvimento de São Paulo, que dentro de um tempo relativamente curto se tornaria a mais urbanizada e industrializada cidade do país. Mas, ao contrário de outras cidades ou províncias brasileiras que em vários momentos desempenharam função de liderança na vida nacional, como Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais, os paulistas não dispunham de um cabedal histórico que refletisse a sua grandeza como povo.
Isso se devia principalmente à natureza da principal contribuição da província para a história e cultura do país, a atividade bandeirante. São Paulo foi uma espécie de quartel-general das muitas tropas de aventureiros que se deslocaram para vários pontos do que viria a ser o território do país em busca de riquezas. Graças ao ímpeto …

Abra a sua mente para a Educação 3.0

Ao entrar na sala de aula, o professor nunca pergunta se o aluno trouxe caderno, livro ou caneta, pois esses itens sempre fizeram parte do contexto da aula, e em alguns casos parecem até mesmo ser invisíveis, de tão habituados que estamos a eles.
Mas será que foi sempre assim? Não, a história nos mostra que houve outras tecnologias além do papel impresso. O pesquisador e autor, doutor em Ciência da Informação, Carlos Nepomuceno, estudioso da Educação 3.0, pontua que a “escola atual, chamada de 2.0, é filha do papel impresso que surgiu em 1450”. E que, anteriormente à escrita impressa, a forma de comunicação era o gesto. Conforme “caminhamos na história” (expressão utilizada por Nepomuceno), a tendência natural é que as tecnologias sejam cada vez mais aprimoradas e acabem por se transformar completamente, dando lugar ao inimaginável.
Como explicar essas revoluções ao longo da história?
Nepô, como é carinhosamente chamado pelos seus interlocutores, explica e fundamenta seu trabalho na …